quinta-feira, 30 de julho de 2009

Africa em nós

Assista ao vídeo da campanha fotográfica "África em Nós", promovida pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. O vídeo traz entrevistas com o curador da campanha, o fotógrafo Walter Firmo e com o curador do museu África Brasil, Emanoel Araújo.


video

Veja o que já foi publicado sobre a África em Nós

terça-feira, 28 de julho de 2009

O período

A segunda quinzena de Julho foi muito movimentada. Ainda bem. Engraçado, a gente sonha e se esforça por um jornalismo combativo e o acaso nos prega peças. Fiz fotos para a revista Chiques & Famosos.
Que chique! Foi a cobertura de uma feira de produtos de Beleza, a Beauty Meeting, realizada no Expo Unimed Curitiba. É a segunda maior do ramo, no país. A Chiques & Famosos é uma das várias publicações da Editora Símbolo, que agora traz o selo “Símbolo Sucesso”.




No outro extremo da luta, fiquei feliz com minha foto na capa da edição de Julho, do jornal 30 de Agosto, da APP sindicato. Dia 1º de agosto está marcada uma nova Assembléia Estadual da entidade.






Terminando o resumo dessa variada rotina de trabalho, abençoada seja, varei a noite no sábado, fotografando um show de pagode, no Curitiba Máster Hall, para o portal Férias no Sul. A apresentação foi do grupo Jeito Moleque. Que venha mais trabalho!

A última saída

O repórter fotográfico LaCosta - Foto: Raphael Falavigna


Há exatos seis anos, no 28 de julho de 2003, a capa da revista Época anunciava uma “convulsão social”, um rastro de violência por todo o Brasil.
Na semana anterior tinha sido assassinado o fotógrafo Luiz Antônio da Costa, quando cobria para a revista uma ocupação de cinco mil integrantes do MTST, Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, no pátio da Volkswagen, em São Bernardo do Campo.
O governo do presidente Lula completava seis meses, com 107 invasões de sem terra.
Depois de figurarem como base eleitoral, as siglas dos Movimentos Sociais estavam em desentendimento com o governo.
La Costa, como era chamado, tomou o tiro de um dos três homens que haviam assaltado um posto de Gasolina, em frente ao local da ocupação.
A foto de um colega, o repórter fotográfico André Porto, acabou denunciando o assassino. Não está claro até hoje se o autor do disparo fazia ou não, parte do acampamento.


Foto:André Porto

World Press Photo no Rio

Até dia 23 de agosto, na Caixa Cultural do Rio de Janeiro, estarão expostas as imagens que compõem a mostra internacional da World Press Photo 2009. São as premiadas da mais importante exposição de fotojornalismo do mundo.
A World Press Photo é uma organização holandesa. Todos os anos promove um tipo de retrospectiva através de trabalhos de repórteres fotográficos. A última edição teve 5.508 profissionais inscritos, de 124 países, somando um total de 96.268 fotografias. A exposição traz 196 delas.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Na tela da banca

A partir de hoje, mais de 60 fotos do campeonato paranaense de futebol de 2009, estarão sendo exibidas em painéis digitais em três bancas de jornal, na rua XV, em Curitiba.
Trata-se de uma exposição que reúne os melhores repórteres fotográficos da capital, que cobrem esporte.
As bancas :
Banca da Boca – Av Luiz Xavier /Xv (Em Frente A Facinter)Banca Cidade – Rua Xv De Novembro (Em Frente A Casa China)Banca do Café dDo Bondinho – Rua Xv De Novembro (Ao Lado Do Bondinho)
A realização é do blog fotojornalismocuritiba, em parceria com a Alma Publicidade.

3D

Na sexta, dia 24, será inaugurada no shopping Palladium, a sala Dom Bosco IMAX® Theatre, que exibe filmes no sistema 3D. É a maior do Brasil: a tela mede 300m², a sala tem 347 lugares. Também, ontem foi anunciado o lançamento, pela Fujifilm, da primeira câmera digital que pode fotografar e filmar em 3D. Para ver o que foi captado, não são necessários os óculos especiais. Será vendida primeiro no Japão, a partir de agosto.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Olhos Verdes

Clique na imagem
Foto:Guilherme Artigas

Isto não é gente

Aí está a atriz Paz Vega sendo fotografada pelo marido, o profissional Orson Salazar. É a próxima capa da revista "Elle" espanhola. A chamada de capa: “Solo para el objetivo de su marido”, a lente, entenda-se.
divulgação

Por enquanto não apagaram o Umbigo de Paz Vega.

Como noticiou em seu blog a jornalista Melissa Bergonsi, outra gestante que posou recentemente para fotos sensuais, a apresentadora de TV Ticiane Pinheiro, teve o umbigo subtraído pelo “tratador” da imagem. As fotos foram feitas para a revista Isto é Gente. Gente que vem sem cordão umbilical.
Foto: Luiz Crispino

Urbe

Imagens da cidade

Foto: Guilherme Artigas

Agora é você José

Foto: Adriano Ávila

O fotógrafo brasileiro Adriano Ávila expõe a série “O Brasil de José da Silva”, no Consulado-Geral do Brasil, em Sidney, na Austrália.
José da Silva parece um tipo de síntese do brasileiro que vive em lugares isolados das grandes cidades, tipos que parecem estar desaparecendo com a cultura dominante do centro urbano.
É a naturalidade e simplicidade de vida dessa gente que Adriano Ávila pretende mostrar nessa exposição. Ele é um fotógrafo pesquisador. Seu foco é o povo e a cultura do brasileiro e suas relações com o espaço e tempo em que vivem.A exposição vai até 30 de setembro. Mais fotos

Mês dos alemães

Até 24 de julho estarão sendo exibidos filmes do cineasta Wim Wenders, no Instituto Cultural Cinevideo1. No dia 22 o filme é O Estado das Coisas (1982). Tokyo-Ga (1985) será exibido no dia 23. Fechando a semana, no dia 24 a sessão traz Asas do Desejo (1987).
Julho é o mês do cinema alemão no Cinevideo1. Entre os dias 27 e 31, serão exibidos filmes do diretor Volker Schlöndorff. Sempre as 19:00 h. A entrada é franca.
Rua Pe. Anchieta, 458 - site

Verdes


Guilherme Artigas

terça-feira, 21 de julho de 2009

Como ele chegou na boca?

Foto: Eric Cheng

Tiveram grande repercussão na WEB os close-ups de tubarões, feitos pelo fotógrafo submarino Eric Cheng. Ele explicou brevemente como fez os retratos: “pendurar a câmera em uma extensão e segurá-la junto à superfície, a partir de um barco de apoio”, já que o próprio Cheng observou que "não é uma boa idéia entrar na água quando os tubarões estão na superfície". Era uma busca antiga. Fotografando no fundo do mar há 8 anos, Eric já tinha captado imagens dos predadores de inúmeros jeitos. A meta então passou a ser a de escancarar para o mundo as mandíbulas dos tubarões.



E não durou pouco tempo. No site do fotógrafo consta que em 2006, também numa expedição às Bahamas, Eric já usava do mesmo método, nas tentativas de fazer os close-ups. É o que podemos ver na próxima foto. A caixa estanque, na qual está uma Canon 20D (segundo ele diz), está um pouco a cima das caixas cheias de peixe.


URBE

Imagens da cidade

Foto: Guilherme Artigas

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Sinfonia

O fotógrafo paranaense Valdir Cruz expõe, até o dia 26 de julho, a mostra Sinfonia de um viajante, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo.
São imagens que também estão nos dois livros já lançados por Valdir Cruz. O primeiro foi Faces da floresta - os Yanomami, fruto de algumas expedições pelo Brasil e Venezuela, nos anos 90.
O segundo é O caminho das águas, que retrata as quedas d’água no Paraná.
Outros livros estão nos planos do fotógrafo. Um deles é uma reunião de imagens documentais de Guarapuava, cidade onde nasceu. Sem previsão de lançamento. Informações do portal Paraná-Online.



Capa de O Caminho das águas, de Valdir Cruz - 2007

Vozeironas




Guilherme Artigas
Coral da APP sindicato

MON de fotografia

Guilherme Artigas

Quem for ganhar um tempo no Museu Oscar Niemeyer (MON), nos próximos meses, poderá ver quatro boas exposições fotográficas.
A partir desta semana até 18 de outubro, estará em cartaz a série Quilombolas, fotografias em P&B de André Cypriano. É um trabalho documental sobre as comunidades Quilombolas que existem no Brasil, cerca de três mil.

André Cypriano
Quem perdeu a exposição do cronista fotográfico Robert Doisneau, que esteve na Casa Andrade Muricy até junho, pode ver mais um fio do seu trabalho. As fotografias fazem parte da seleção de obras pertencentes ao acervo da Coleção Renault, que estará no MON até o começo de agosto, integrando o calendário de comemorações do ano da França no Brasil. São fotos do antigo ambiente industrial da montadora.


Guilherme Artigas

Além do valor inquestionável da galeria dos Autocromos dos Irmãos Lumière, também vale muito a exposição Brasil além Brasil, de Bernie Dechant. É um conjunto excelente que retrata várias partes do mundo, mas sem uma unidade temática presa. Ao mesmo tempo que enquadra a arquitetura de grandes cidades, sugerindo com inteligência algumas características desses lugares, Dechant também traduz a urbanidade de alguns centros em retratos. São pessoas não deslumbrantes, mas que parecem incorporar o estilo de onde vivem. Permanece no museu até fevereiro de 2010.
Guilherme Artigas

domingo, 19 de julho de 2009

Seminário

Em 31 de agosto deste ano, acontece o seminário “Direito Autoral na Fotografia Brasileira”, em Belo Horizonte. Serão discutidos temas localizados como “O cenário atual para os bancos de imagem e agências de fotojornalismo”. A programação prevê antes, orientar sobre questões gerais, como “Qual é a importância da formação do preço do trabalho fotográfico face o uso que será dado à imagem?
Programação e ficha de inscrição aqui. Um contato direto é o
minas@fototech.com.br

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Sobre os blogs

Bloguismo é um Mini-Doc sobre a esfera dos blogs. Foram entrevistados os dois blogueiros mais acessados, entre os que focam o cenário político do Paraná, Zé Beto e Fábio Campana.
A locução, na íntegra, reproduz alguns posts desses dois blogs. O objetivo não é tratar sobre os fatos e episódios abordados nessas notas, e sim demonstrar como a dinâmica típica dos blogs influencia no teor opinativo do jornalismo.
Assista.


video

Mais

quarta-feira, 15 de julho de 2009

terça-feira, 14 de julho de 2009

URBE

Imagens da cidade



Fotos: Guilherme Artigas

Natu



Fotos: Guilherme Artigas

segunda-feira, 13 de julho de 2009

PEN 50

Entre os vídeos que marcam os 50 anos da PEN...

video

sábado, 11 de julho de 2009

Sempre

Até dia 29 de setembro, no centro Cultural Calouste Gulbenkian em Paris, estará a exposição Au Féminin – Women Photographing Woman (No Feminino - Mulher fotografando mulher).
De acordo com o informativo do Gulbenkian, é um equilíbrio na balança. Tradicionalmente a história da fotografia, como a história em geral, é protagonizada por realizações de homens.
Em 1989, nas comemorações dos 150 anos da fotografia, a principal exposição, The Art of photography, realizada em Londres, selecionou trabalhos de quatro mulheres, entre os 97 fotógrafos lembrados.
Segundo a curadoria, apesar de já terem sido promovidas outras mostras, especialmente de fotógrafas mulheres, essa é a primeira grande exposição do tema.
Au Féminin tem mesmo envergadura de revisão histórica minuciosa e respeitável. São obras de uma centena de fotógrafas, de todos os continentes. O conjunto corresponde a todas as épocas e gêneros da fotografia.
Mesmo com áurea de redenção do papel importante que as mulheres tiveram na fotografia, a exposição não discute sobre o universo feminino nem se restringe a tratar sobre a vida das fotógrafas. No dizer do organizador, Jorge Calado, “Esta iniciativa que ser, antes de mais, uma exposição de imagens fotográficas e não um ensaio sobre as suas autoras”.
Entre as selecionadas vamos destacar aqui algumas Norte Americanas. Uma delas é Gertrude Käsebier (1852-1934). Foi uma das principais expoentes da Foto-Secession, um dos primeiros grupos que defendia a fotografia como um meio expressivo da arte. Apesar do marido se opor, Gertrude construiu uma bela carreira. Foi uma retratista famosa em Nova York. Concentrava-se na vida doméstica, muitas vezes retratando cenas cotidianas de crianças e mulheres.

Foto: Gertrude Käsebier - The Dance


Outra importante Norte Americana que trabalhou pelo reconhecimento da fotografia como expressão puramente artística foi Imogen Cunningham (1883-1976).
Em 1932 fundou, junto com Ansel Adams e outros mitos da fotografia, o grupo f/64, nome inspirado na menor abertura de diafragma das lentes da época, o que sugeria profundidade de campo, imagens detalhadas, com boa definição e total controle técnico. Foi uma conspiração em favor da qualidade no processo fotográfico.
Segundo a curadoria do Gulbenkian, "é impensável falar de modernismo sem evocar Imogen Cunningham." Suas fotos abordam temas naturais e urbanos. Gostava de retratar o trabalho nas indústrias e também fazia belos nus.


Imogen Cunningham fotografando a modelo Twinka Thiebaud – Califórnia 1974 - Foto: Judy Dater



Arbus

Outra das fotógrafas selecionadas na exposição Au Féminin é a famosa Diane Arbus (1923 - 1971).
Diane buscava fotografias inusitadas, ao menos para a época em que viveu. Gostava de retratar anões, gigantes, prostitutas e travestis. Trabalhou em revistas famosas como Esquire e The New York Times Magazine. Foi considerada uma das maiores fotógrafas do século 20, nos EUA.
Suicidou-se em 1971, cortando os pulsos e ingerindo muitas boletas, deixando rumores de que teria fotografado a própria morte. Essas supostas fotos nunca foram encontradas, ou mostradas.
A sua biografia, feita por Patrícia Bosworth inspirou o filme Fur – An imaginay portrait of Diane Arbus ( 2006), dirigido por Steven Shainberg. O filme foi lançado no Brasil em 2007, traduzido como A Pele. O papel de Diane Arbus ficou a cargo de Nicole Kidman.
Nicole Kidman interpretando Diane Arbus no filme A Pele - foto: divulgação


Fotos: Diane Arbus

“Se eu fosse apenas curiosa, seria muito difícil dizer a alguém ‘quero ir à sua casa, estimular você a falar e ouvir você contar a história de sua vida’. As pessoas me responderiam: ‘Você está maluca’. Além do mais, ficariam muito precavidas. Mas a câmera é uma espécie de licença. Muita gente quer que prestemos a elas muita atenção e esse é um tipo razoável de atenção para se prestar”.

Diane Arbus, no livro Sobre Fotografia, de Susan Sontag

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Abrindo os trabalhos

O fotojornalista Marcelo Stammer pôs seu blog em funcionamento. Stammer é um profissional versátil e parece que é nisso que vai investir. Ele apresenta o novo espaço dizendo que ali serão expostas “imagens de shows, gente, bicho, arquitetura, news, Curitiba, pessoais, enfim, qualquer coisa (ou tudo ao mesmo tempo). " Vale a vista. Clique na imagem.


Uma olhadinha no G8

Parece que a Itália de Berlusconi é lugar propício para fotos embaraçosas, ao menos de chefes de Estado. Depois do premiê italiano ter se incomodado com a repercussão dos topless “inocentes”, agora foi a vez de Barack Obama e Nicolá Sarcozy se verem “envolvidos” numa cilada fotográfica. Foi durante o encontro do G8.
A foto da Reuters teve a velocidade típica da web, causando o riso e a certeza do mundo, da olhada marota de Obama no popô de uma moreníssima que passava por ele e pelo presidente Francês, que estaria rindo da mirada do colega. Porém, um vídeo desmentiu o olho grande de Obama, e revelou que era Sarcozy que secava o bumbum da moçoila. Carla Bruni não deve ter achado tão engraçado. Mas também não deve se importar muito. Assista



video

Correlatas

Leilão de foto de Carla Bruni

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Tratado do velho e do novo I

O fotógrafo Armando Vernaglia propõe em seu blog o dia sem LCD. Um tipo de teste. Ele e o fotógrafo Pedro Martinelli afirmam que os profissionais estão cada vez mais inseguros. Um dos principais motivos seria o comodismo dos modernos de ficar sempre conferindo no visor se a foto saiu a contento. Isso seria prejudicial à técnica.
No dizer de Vernaglia, no tempo dele, “o fotógrafo ficava com o olhar no visor o tempo todo, não afastava a câmera do rosto para conferir nada e tinha que ter segurança de que estava fazendo o certo”. Martinelli acrescenta, “o problema é que enquanto ficamos apertando botões burocraticamente com a cara enfiada nas costas da câmera o mundo continua passando na nossa frente”.
A dica de Vernaglia é sair para fotografar com o LCD desligado, mesmo se vier à tremedeira. Assim o fotógrafo verá onde erra, na fotometria, no flash ou nos dois. Dessa forma estará mais seguro de seu potencial. Notando erros técnicos, estudaria mais para corrigi-los. A proposta é se livrar da “muleta de poucas polegadas localizada entre você e sua câmera”.
Sim, enquanto conferimos e ajustamos a câmera, perdemos momentos importantes. É um argumento bem melhor do que os da maioria das críticas vindas dos mais antigos.
É certo que muita gente relaxa, não estuda nada e se acha fotógrafo ao se enganar e se convencer de que as novas tecnologias não mais exigem tanta disciplina.
Há um porém. Facilidades não podem, sempre, ser confundidas com facilitarismo. Já foi dito que, se a verdadeira fotografia só seria a do filme, a verdadeira literatura só seria a da pena ou do lápis.
Parece que o momento pelo qual passa o meio de fotografia é o de identificar o que é realmente importante.
Abrir mão de um recurso tecnológico, algumas vezes, em nome da consciência tranqüila, para saber se você sabe mesmo fotografar, pode ser um bom exercício. Verdadeiramente útil.
Ocorre que, diferente de Vernaglia e Martinelli, alguns já descambam para o anacronismo e defendem idéias como: “fotografia digital não é fotografia”, depois do digital qualquer um pode ser fotógrafo.“
Essa vertente afirma que fotógrafos de verdade são apenas os que nunca se entregam às novidades tecnológicas.
Isso seria um desperdício. Não é importante.
Correlatas:

Tratado do velho e do novo II

Foto: Armando Vernaglia
Foto: Armando Vernaglia
Armando Vernaglia ainda publicou no seu blog algumas fotos produzidas com câmera analógica, feitas no tempo em que a fotografia digital ainda engatinhava, 1997 -99.
O comentário sobre como revelava as imagens, também faz pensar sobre o uso das novas e antigas tecnologias. Ele coloca: “Naquela época eu gostava de fazer experiências de laboratório, alterando concentrações de químico ou trabalhando com temperaturas não recomendadas. Buscava assim variações de contraste e granulação”.
O que era essa busca se não a de tratar imagens? Ao mesmo tempo em que existe uma campanha, muito importante, contra o uso abusivo do Photoshop, também é bom lembrar que o melhoramento das imagens sempre foi uma busca possível entre bons fotógrafos, anterior a era digital e aos programas de edição.
Vernaglia ainda diz sem demonstrar rancor: “Hoje tudo isso está embutido no Photoshop”.
O fato de tudo estar reunido num programa de tratamento, não chega a ser negativo. E se for, é por preguiça de alguns e não devido a uma tendência tecnológica de emburrecimento, como praguejam os mais nostálgicos.
Se fiar totalmente nas novas tecnologias é perigoso, mas renegar as facilidades não é requisito para ser bom ou mau fotógrafo. A prática de técnicas antigas é importante enquanto conhecimento, e tolice enquanto freio da evolução natural das coisas.
Correlatas:

terça-feira, 7 de julho de 2009

Atrás das lentes

Presidiários de alguns estados do Brasil já estão de câmera na mão registrando o seu dia a dia. O objetivo é que os detentos mostrem através de fotos, os seus olhares sobre o sistema prisional. A iniciativa é do Departamento Penitenciário (Depen), do Ministério da Justiça.
Em cinco presídios do país, dez presos escolhidos pelo coletivo receberam uma câmera fotográfica descartável e um filme, de 28 poses. As imagens selecionadas serão apresentadas na 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg), que será realizada de 27 a 30 de agosto, em Brasília. A informação é da Agência Brasil.

Divulgação
Imagem do documentário O Prisioneiro da grade de ferro (2003), dirigido por Paulo Sacramento. O filme reflete sobre a realidade do sistema carcerário, com método parecido ao do projeto do Depen: câmeras na mão dos internos.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Curitiba em um dia


Foto:Guilherme Artigas

Paisagens e referentes

frente

Há exatos 13 anos, em julho de 1996, circulava o número 12 do Jornal de Fotografia, editado por Alberto Melo Viana.
O jornal só trazia fotos em P&B. Seria pela preferência do editor ou por viabilidade econômica? Não se sabe nem se perguntou, mas é certo que o jornal mostrava trabalhos excelentes, quase sempre retratando as gentes do Brasil, em todos os cantos do país.
No referido número 12 está um ensaio chamado TU I TAM (Aqui e Lá), de João Urban. Um trabalho sobre a imigração polonesa no Brasil, que na ocasião não estava concluído. Urban vinha retratando famílias polonesas e seus descendentes desde 1980, em várias colônias do Paraná. Era um livro em preparação, que seria lançado anos depois.
TU I TAM é um trabalho completo. Compara regiões de onde vieram os imigrantes poloneses com as colônias onde se fixaram, no sul do Brasil. A correspondência entre costumes acaba reconstituindo a saga desse povo.
As fotografias de João Urban também fazem lembrar o livro Um Brasil Diferente, de Wilson Martins. É a melhor revisão histórica sobre os imigrantes que chegaram ao Paraná desde meados do século XIX.
Vale um trecho: “Os excessos repugnam à natureza íntima do Paraná. E quanto ao homem em si mesmo, é suficiente conviver com um paranaense típico para verificar que se trata do contrário do homem expansivo, amante de gestos escandalosos ou das atitudes coloridas e dos entusiasmos fáceis. São traços da psicologia inegavelmente influenciados pela paisagem”.
Com a referência a paisagem, pode-se ir muito longe na imaginação e muito perto do que tratamos aqui, a fotografia e o seu estímulo soberano, o olhar.
No dizer do documentarista Eduardo Baggio, “existe um fator especialmente importante nos estudos de comunicação e linguagens: a relação do referente com a realidade, em uma acepção particular, a do olhar”.
É bom lembrar, referente: o que se refere. As fotografias de João Urban e os escritos de Wilson Martins são equivalentes para fazer pensar, não apenas sobre como dois artistas se referem a nossa gente. Antes e mais, sobre como o povo paranaense reflete sua paisagem.


meio

verso

10

Mais uma capa do Jornal de Fotografia. Agosto de 1995