segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Cinema e direitos humanos


Entre os dias 3 e 8 de novembro, acontecerá em Curitiba a "4ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul", uma realização da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, com o patrocínio da Petrobras. As exibições dos filmes acontecerão à tarde e a noite, na Cinemateca de Curitiba, com entrada franca.
As temáticas dos filmes, abordarão de forma plural questões relacionadas ao: preconceito racial, eqüidade de gênero, proteção da criança e do adolescente, saúde mental, tortura, trabalho escravo, portadores de deficiências, idosos, diversidade sexual, liberdade religiosa, memória política entre outros. Informações gerais, como sinopses, datas e horários, bem como a história e trajetória da mostra está disponível no: http://www.cinedireitoshumanos.org.br./
A informação é da APP sindicato

Cinema na APP


Entre os dias 26 a 30 de outubro, o salão nobre da APP- Sindicato será uma sala de exibição de filmes. O evento de extensão universitária "A História na Tela do Cinema: Considerações Metodológicas para a Prática Pedagógica", promovido pelo Programa de Educação Tutorial da Universidade Federal do Paraná (PET/UFPR) e a APP-Sindicato/ Secretaria Educacional, contará com a mostra de cinco filmes, entre eles "Europa", o Auto da Compadecida, baseado na obra do escritor Ariano Suassuna e Os narradores de Javé.
A atividade, que será realizada a partir das 18h30, abordará a produção do discurso histórico pelo cinema e tem como finalidade proporcionar uma oportunidade de interlocução entre professores/as de ensino fundamental (5ª a 8ª série) e médio e funcionários/as de escolas. Voltada para professores/as e funcionários/as de escolas - sindicalizados/as da APP -, contará com a exibição seguida de debates intermediados por professores da UFPR e alunos do PET/UFPR. Com informações da APP sindicato.

domingo, 25 de outubro de 2009

Pensamento

"Muitas vezes perdi fotos únicas para ajudar alguém. Meu primeiro objetivo é manter o nível de dignidade que uma pessoa merece.”
De Sebastião Salgado, na abertura da exposição África, em Tóquio, sobre a interpretação de alguns críticos, que dizem que a plasticidade das suas fotos acaba por desdramatizar as condições de miséria e privação dos seus retratados.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Liberado? desconfie

Abbey Road revisitada, mais uma vez. Essa imagem é uma parceria entre eu e o ilustre ilustrador , chargista e jornalista Simon Taylor. Foi feita para estampar a capa de um jornal que tratava sobre as drogas lícitas.


Foto: Guilherme Artigas - Ilustração: Simon Taylor

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Filmes de Montanha

Entre os dias 23 e 25 de outubro será realizada no Rio de Janeiro a 9º edição da Mostra Internacional de Filmes de Montanha.
No Brasil, o evento acontece desde 2004. O objetivo incial foi motivar a produção desse tipo de filme no país. Se na primeira edição foram 9 produções inscritas, esse ano são mais de 50.
A mostra tem algumas atrações paralelas. Uma delas é a exposição “Atacama – Deserto e Vulcões”, de Fabio Elias, profissional conhecido por suas fotografias de lugares e esportes extremos.
Também, será lançado o Guia de Vídeo Digital de Richard Olsenius, que durante anos fez parte da equipe de fotografia e vídeo da National Geographic. Segundo Alexandre Diniz, organizador da mostra, o guia “ao mesmo tempo que é bastante profissional, é acessível para os leigos”.

Assista o vídeo de divulgação da mostra:

video

sábado, 17 de outubro de 2009

Yanomamis e polacos

A mais recente edição da revista Brasileiros mostra o trabalho de dois, dos principais fotógrafos documentais do país: "Os yanomami de Claudia Andujar e os polacos de João Urban".



Alair Gomes


Alair Gomes foi um fotógrafo influenciado pelos padrões da beleza clássica. Sua obra é conhecida, principalmente, pelos seus retratos do corpo masculino.
Foi lançado recentemente o livro A New Sentimental Journal, originário de uma exposição do mesmo nome, realizada na Maison Européene de La Photographieque, em agosto deste ano. O livro traz mais de 100 fotografias de esculturas pertencentes a vários museus da Europa. Além das imagens, o livro contém textos em Inglês, nos quais Alair faz um relato da viajem em forma de diário, em meio a reflexões filosóficas.
Até 30 de novembro, no Paço Imperial do Rio de Janeiro, estarão expostas imagens que fazem parte do livro. A informação é da revista Brasileiros

Surf e fotografia de alma


Foto:Joni Sternbach

Recentemente a revista Trip registrou o belo trabalho da fotógrafa Joni Sternbach, pesquisadora e professora de arte na Universidade de Nova York, que estuda antigas técnicas fotográficas. Na série Surfland, Joni utilizou a ferrotipia, desenvolvida em meados do século XIX.
Surfland é uma série de 47 fotografias que “resgatam os velhos sentidos do surf e o prazer de viver sem pressa”, como observou Ana Maria Peres, autora do texto. O trabalho foi feito em praias da califórnia e de Montauk NY.
A matéria contém uma entrevista com Joni Sternbach. Perguntada se o projeto teria o intuito de discutir sobre a atual cultura da fotografia non-stop, ela respondeu: “De certa forma, sim. Utilizei uma técnica que é a antítese da fotografia digital. A natureza inerente desse processo inclusive desperta para a questão da velocidade do tempo. Além disso, as fotos exibem uma desaceleração, pois poderiam ter sido produzidas há 150 anos. De toda forma, creio que estamos correndo contra o tempo, mas o desperdiçamos com bobagens”.Leia mais



Mais sobre a Trip

Falando em surf...

Fotografia e surf encontram sintonia natural na plástica que esse esporte tem. A exuberância das ondas com a leveza enérgica das manobras só podem sugerir imagens de impacto. É certo que essa associação é um dos aspectos responsáveis pelo sucesso de revistas de surf.
Esta é a capa do número 1, da mais famosa publicação de surf do Brasil, a lendária Fluir. A edição faz parte do acervo pessoal de Fabiano Schroden de Rezende, um dos principais fotógrafos de surf do Paraná, editor da revista Boards, que circulou durante cinco anos, entre as décadas de 90 e 2000.


Seguindo, a capa de uma edição especial da Boards. "Cinco anos de história em capas e fotografias". A Boards tinha formato pocket. Foi a mais duradoura e eficiente publicação das que reportaram o universo do surf, do skate e dos demais esportes de ação no Paraná. Pode haver uma comparação com a pioneira Surf Repórter, lá dos anos 80, da qual, algumas edições também fazem parte do acervo de Fabiano Schroden.



sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Latinha na Caixa

Vai até domingo (18), a exposição Subterrâneas passagens, no espaço Caixa Cultural de Curitiba. São imagens de José Rosa, tudo na base do pinhole. Leia Mais

Foto: Guilherme Artigas

Um coletivo de coletivos

No próximo fim de semana, dia 18 de outubro, no Rio de Janeiro, quatro coletivos de fotografia se reúnem para debater sobre conceitos da fotografia contemporânea e claro, apresentar trabalhos fotográficos. É o Foco Coletivo, que reúne os grupos Garapa, Viva Favela e iz, além da agência Imagens do Povo, organizadora do evento. Mais


Sobre o coletivo Viva Favela

O Filho do Brasil

A estréia de Lula, o Filho do Brasil, está marcada para 1º de janeiro de 2010. É a produção mais cara da história do cinema Brasileiro. A direção é de Fábio Barreto.
A revista Isto É, na edição mais recente, não questionou. Disparou: “Politizado ou não, o certo é que, quanto maior for a bilheteria do longa-metragem, maior será sua capacidade de influir no processo eleitoral de 2010”.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

No chão

Foto: Tony Gentile/REUTERS
Repórteres fotográficos que estão cobrindo o Festival de cinema de Roma protestaram contra as más condições do local onde os atores posam para as fotos. Todos colocaram suas cãmeras no chão. Os organizadores responderam que, para o ano que vem, o problema será sanado.
A informação é do blog Por dentro do click, do jornal Extra, do Rio de Janeiro.

Polaroid One Step

Segundo informa o site polapremium, a Polaroid está preparando o relançamento do modelo One Step. O anúncio foi feito na quarta feira (14).
Tudo graças ao já bem conhecido Projeto Impossível, surgido logo após o comunicado do fechamento da Polaroid Holandesa, e da conseqüente suspensão da fabricação dos filmes compatíveis. Tudo indica que, de agora em diante, o pessoal do Projeto Impossível é que irá conduzir a fabricação e comercialização dos filmes instantâneos.
Existe uma previsão de que tanto a Polaroid One Step quanto os filmes estarão no mercado no meio de 2010. Sobre a disponibilidade no Brasil, ainda não há certeza.
A informação é da revista TRIP, na nota de Carol Nogueira.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Vingança e persuasão

Diretor e elenco de Bastardos Inglórios

Poucas vezes tratamos aqui de enormes produções de hollywood, mas o recente Bastardos Inglórios é excelente.
O peso de Quentin Tarantino, de mestre dos filmes de violência carregada com elementos do POP, não se deve exatamente a esse estilo, e sim ao que ele aborda, seja de forma explícita ou indireta: a vingança.
Não se pode tratar de vingança sem inteligência. Por mais que às vezes esse sentimento seja movido pela impulsividade e pela falência do raciocínio, em outras tantas ela é arquitetada com critérios, competência e erudição. É assim, no caso de Bastardos Inglórios. O nome já diz tudo.
Justiceiros judeus que matam militares alemães com crueldade teatral, a dona do cinema que planeja incendiá-lo na premiere de um filme de propaganda nazista, e filma sua mensagem final antes de botar fogo nos espectadores, são elementos do conteúdo bruto do filme.
Mas as estratégias mais sensíveis de Tarantino estão mesmo nos diálogos. Com todos os recursos tecnológicos que a indústria dos EUA esbanja, são poucos os cineastas que conseguem sobrepor a inteligência das falas aos efeitos especiais. Ele consegue, mais uma vez.
Conversas longas e inventivas, de início, já mostram que o filme ultrapassa a sangueira gratuita e investe na violência psíquica, típica do diretor e bem mais eficaz.
Uma delas: a explicação do coronel alemão, Hanz Landa, a um camponês francês, sobre a associação de judeus com ratos, “legitimando” esse entendimento, é tão admirável quanto repulsiva.
Outra referência a cultura de persuasão que a propaganda nazista estabeleceu, está numa conversa entre o mentor do aparato de divulgação nazista, ministro Joseph Goebbles, e o herói de guerra alemão, protagonista do filme que será exibido no cinema da órfã judia, disfarçada, claro.
Apaixonado, o soldado convence Goebbles a transferir a estréia do filme para o cinema da moça. No fim, cedendo ao discurso empolgado do subordinado, Goebbles diz: “eu criei um monstro, um monstro extremamente persuasivo.
Quem tem repertório sobre a ideologia nazista, tem mais facilidade de entender Bastardos Inglórios. Uma boa cartada é assistir, antes, o documentário, Arquitetura da Destruição, de Peter Cohen.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Em cartaz

Até o dia 19 de outubro estará aberta ao público a exposição “Revolução Cultural – História, Estética & Simbolismo”. São cartazes que divulgaram o ideário e os conceitos estéticos da Revolução Cultural Chinesa, que aconteceu entre 1966 e 1976. Os curadores são Angelo José da Silva e Rodrigo Wolff Apolloni, ambos pesquisadores do Centro de Estudos de Cultura e Imagem da América Latina (CECIAL).
Das 10 às 14h e das 19 às 21 horas. A entrada é franca.

PHOTO especial

A edição de outubro da revista francesa “Photo” é praticamente toda dedicada ao fotógrafo Willy Ronis, falecido em setembro de 2009. Além da biografia e matérias sobre os conceitos da fotografia de Ronis, a publicação revê os vários livros publicados durante a sua trajetória. Vale à pena. Clique



Retratos de Cuba

Segue uma amostra do trabalho belíssimo da fotógrafa cubana Alina Sardiñas, nascida em Havana. Alina publica suas fotos no seu blog, o F16.




Fotos: Alina Sardiñas

Melhor fotografia

Terminou no dia 11 o Festival do Paraná de cinema brasileiro latino. El Bosque, filme argentino da dupla Pablo Siciliano e Eugenio Lasserre, levou o prêmio Araucária de Ouro de melhor Fotografia, na categoria longa-metragem. Quem assinou a fotografia foi outra dupla, Pablo Alberti e Pablo Yannielli. Assista trailer.


video

Sinopse de El bosque

Na categoria curta metragem, o prêmio foi para Socarrat, filme espanhol dirigido por Juan Hernández, que também assinou a fotografia. Tem uma sinopse breve: Uma família descontrolada, mas feliz, que unida descobre a verdade.

Os atores Juanma Lara, Antonio Naharro em Socarrat – Foto:David Moreno Pérez

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

12

Bebê bom de chuva
Foto: Guilherme Artigas

11

O solão veio antecipar o dia das crianças em Curitiba. Quem "comemorou" no domingo 11, se deu bem, quem deixou para segunda, se deu molhado. O São Lourenço e a galera:
Foto: Guilherme Artigas

Ao futuro

Revista Corí-Gigante: Editor de texto: Luiz G. Mazza - Coordenação Gráfica: Hermes Astor Soethe - Fotos: Cid Destefani & Utrabo.





Hoje meu time completa 100 anos. Tenho orgulho de ser torcedor do clube pelo qual meus bisavôs, avôs e pais já torciam antes de eu nascer, em Curitiba, no Paraná em 1976.
Tenho amor por esse clube, pela minha terra e pelas suas respectivas tradições, que atestam, entre outras posturas, que não é necessária a boca dura para ser um torcedor honrado.
Sendo assim, peço com a humildade digna das pessoas bem educadas e bem resolvidas nas suas escolhas, profissões e todo o mais, que qualquer comentário que possa ser postado, referente a este breve registro, seja respeitoso e livre do pedantismo típico do costume de falar bobagens, sobre o time de futebol dos outros. Se der aquela coçadinha, que venha o comentário, então, liberto do desconhecimento repetitivo, que caracteriza a maioria das críticas feitas ao Coritiba.
Como meu pai me dizia quando me levava ao Couto Pereira, ainda criança: “cada um torce para o time que escolheu, sem encher o saco dos outros”. Esse é meu lema Coxa. Parabéns ao futebol do Paraná.
Foto: Guilherme Artigas

sábado, 10 de outubro de 2009

Esquadrilha

Céu de brigadeiro no sabadão que deu início ao feriado. A esquadrilha da fumaça esteve reconhecendo os ares Curitibanos. Dia 23 de outubro é comemorado o dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira.





Fotos: Guilherme Artigas

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Visages

O fotógrafo e cineasta Eduardo Baggio abre no dia 14 de outubro, 19:30, a exposição Visages. São fotografias captadas entre 2007 e 2009, que retratam situações cotidianas. O foco temático são as janelas presentes nas cidades de Nápoles, Lisboa e Madri. As fotos permanecem expostas até 13 de novembro, no Omicron Centro de Fotografia, na Rua Padre Germano Mayer, 2200.


Mais sobre Eduardo baggio:

Descomplicando a teoria do cinema documentário

Amadores do futebol

Roubada a vista


Tem sido noticiado o anúncio da Columbia Pictures, sobre o longa metragem que irá focar o caso de amor entre os fotojornalistas Robert Capa e Gerda Taro. Será uma adaptação do romance Esperando Robert Capa, da espanhola Susana Fortes. O diretor será Michael Mann. Não foi divulgado quando o filme começa a ser rodado.
Por força de hábito, o projeto tem sido divulgado como “um filme sobre Robert Capa”. Mas é bem possível que a personagem Gerda Taro roube a cena.
Primeiro por que Gerda voltou ao noticiário recente. Em julho deste ano foi revelado ao jornal espanhol El País, o nome do homem que a matou. Aníbal González era o soldado que conduzia o tanque que atropelou a fotógrafa, quando ela cobria a Guerra Civil Espanhola, conflito que Gerda e Capa registraram juntos.
Segundo, porque a memória de Robert Capa enfrenta atualmente um tipo de hora H, do histórico questionamento sobre a “veracidade” de alguns dos seus instantâneos.
“O soldado caindo”, fotografia que gera polêmica há décadas, está cada dia mais encoberta pela sombra de uma possível encenação, ato que representa a morte do fotojornalismo. Outras fotos de Capa sempre estiveram sob essa suspeita.
Se toda a história de amor aparece mais, a individual de Gerda já tem seu romantismo. Nasceu na Alemanha, em 1910. Saiu do país no início da dominação nazista. Participava da resistência ao nacional-socialismo. Depois de presa em 1933, durante uma manifestação anti-nazi, foi morar em Paris.
Lá conheceu o fotógrafo André Friedmann, que mais tarde mudaria o nome para Robert Capa. Apaixonaram-se.
Em 1936, com a explosão da Guerra Civil na Espanha, o casal rumou para uma saga que somava a paixão pelo fotojornalismo com o ativismo político de ambos. Gerda morreu pouco tempo depois, em julho de 1937.
Para muitos ela foi uma mártir antifascista. Seu trabalho teve grande espaço e repercussão na imprensa francesa de esquerda.
Juntos
Seria mesmo difícil contar as histórias separadas. Além de um romance, Robert Capa e Gerda Taro mantinham um forte laço profissional.
Depois de alguns anos fotografando em conjunto, chegaram a assinar reportagens e fotos como Capa e Taro. Nessa fase os dois fotografavam em formatos iguais, o retangular, 35 milímetros.
Num período anterior até podia-se saber de qual dos dois era o trabalho. Capa já usava câmeras Leica, com formato retangular, Taro fotografava com uma Rollei, com formato quadrado.
Sejam quais forem esses detalhes, é importante lembrar que se os dois fizeram fama juntos, nos casos em que, possivelmente um encenou poses, o outro ajudou.
Pseudônimos
A exemplo de Robert Capa, o nome dela também não era Gerda Taro, e sim Gerda Pohorylle.
Mais sobre Robert capa:

Pensamento

"Nesse, como em outros anos que fotografei a parada gay, observo que há um sectarismo entre as moças lésbicas e os moços homossexuais. Os 'moços' dominam mais os espaços. Sobem nos caminhões, fazem de tudo para anunciar seu "cheguei", dançando e se divertindo muuuuito. Já as moças, se concentram nas praças. São sisudas, vestem roupas de guerrilha e estão sempre engajadas em uma causa da hora, além do preconceito". Veja fotos e o texto na íntegra.

of Brazil


O que seria o verdadeiro espírito brasileiro? Amplo. Esse poder de síntese inspiradora, que tem a fotografia, dá brechas para esse tipo de pergunta.
Respostas criativas estarão na exposição Spirit of Brazil, versão brasileira de um evento promovido pela revista inglesa Dazed and Confused. É uma publicação criada em 1991, que tem na experimentação e no anticonvencional, o seu princípio de conteúdo. Confusão da melhor qualidade, como alguns críticos sacaram.
A Spirit of Brazil reúne vários gêneros da fotografia e profissionais, do Brasil e de fora. Entre os brasileiros, nomes como Evandro Teixeira, João Hurban e Walter Firmo. O inglês Martin Parr, conhecido como "o fotógrafo dos ricos", é um dos gringos que participam.
A exposição é no Rio de Janeiro, a partir de 13 de outubro. A realização é da Litmedia Productions.

Correlatas:
Veja um vídeo sobre o trabalho de Martin Parr

Mais sobre a Dazed and confused

Esse é o número 178, o mais recente da Dazed. A capa traz uma tendência da hora, inspirada no célebre Frankenstein.
O verbo to daze, significa confundir, no sentido de não impor padrões e questionar os que estão vigentes. A revista é ultra reflexiva. Lá pelos idos de 2000, uma edição abordou o individualismo, um tema central na sociedade de consumo e característica que ganhava força maior na virada do século. Narcisism issue e I love me, é o título. Esse número trouxe um editorial da fotógrafa Tary Simon, já famosa por seus inúmeros autoretratos. Um tipo de idéia fixa pelo eu.


Foto: autoretrato de Tary Simon

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Retrospectiva 2 - Veja

Na edição de outubro de 2007, a jornalista Isabela Boscov comenta na revista Veja, o sucesso de Tropa de Elite, do diretor José Padilha: “Hoje, de Cidade de Deus e Carandiru a Cidade dos Homens, a vida do crime, ou de quem existe na sua proximidade, permanece talvez o maior tema do cinema nacional. Tropa de Elite é uma exceção no empenho em observar o caos brasileiro por um prisma diverso”.
A comparação com lançamentos recentes que abordaram a violência urbana nas grandes cidades brasileiras já era óbvia. Contudo, no seu texto Abaixo a Mitologia da Bandidagem, Isabela investe em outras associações: “Tropa de Elite não rompe só com a tradição nacional de narrar uma história do ponto de vista do bandido: rompe com a visão pia e romantizada do criminoso”.
A argumentação da jornalista é munida de analogias encontradas entre cenas do filme e um discurso habitual de uma corrente do cinema nacional que estaria, nas palavras dela, sempre a “mitigar a opção pelo crime em face da pobreza e ‘alivia’ o bandido mesmo quando não haveria o que aliviar”.
Boscov ainda se refere ao início dessa romantização do crime, que teria começado já nas décadas de 60 e 70 por meio de filmes como O bandido da Luz Vermelha e Lúcio Flávio – o passageiro da agonia.
Para ela Tropa de Elite estaria na esteira de Cidade de Deus que começou a desmentir os padrões do criminoso vitimado e de índole apenas desgastada, não ruim. Esse rótulo do bom bandido, porém, seria restaurado “com veemência” por Hector Babenco em Carandiru.
Numa entrevista a revista Bravo de abril de 2003, Babenco disse: “Se você deixar crescer os sobreviventes de Pixote, vai encontrá-los em Carandiru.”

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Retrospectiva 1 – A Revista Bravo

Foto: Divulgação /Salve Geral

“O fim do tiroteio, ainda bem.” Assim a revista Bravo, na sua edição de outubro de 2009, começa a se referir a Salve Geral, filme dirigido por Sérgio Rezende. O texto de André Nigri continua rígido: “Ninguém aguenta mais filmes de favela e violência”.
A matéria aponta o desgaste de um ciclo de mais de dez anos, nos quais o cinema brasileiro voltou-se para a criminalidade urbana. Um período ao qual pertencem as maiores bilheterias, os orçamentos mais gordos e as maiores repercussões da história do cinema nacional: Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, Carandiru de Hector Babenco e Tropa de Elite, de José Padilha. Segundo a Bravo, esse subgênero estaria dando “claros sinais de fadiga”.
Mesmo no auge, essa vertente nunca passou fácil pela goela da revista. Recordando a edição de janeiro de 1998, pode-se observar que a Bravo já dava o tom de desconfiança que iria pautar quase todo o trajeto de crítica sobre esses filmes.
A matéria de capa tratava de um grupo que se organizava em torno da estética da criminalidade e da violência, através da Conspiração Filmes. Uma produtora do Rio de Janeiro, “dirigida por uma turma de jovens bem nascidos e bem educados, de famílias famosas no circuito cultural, a começar por José Henrique, filho do escritor Rubem Fonseca".
José Henrique Fonseca iria começar a rodar em abril daquele ano, o filme “O Homem do Ano”, adaptado do livro O Matador, de Patrícia Melo. A história é de um jovem pacato que aos poucos se torna um assassino justiceiro do bairro onde mora.
Num Box ainda consta: “Cláudia Abreu, José Henrique Fonseca e Patrícia Melo são a face mais visível de um grupo de artistas e produtores que pretende imprimir uma cor nacional ao veio da violência aberto por Quentin Tarantino e Danny Boyle”.
O clima era mesmo de início de fase. Cacá Diegues lembrava num artigo ao lado que, “Todo mundo sabe que o cinema brasileiro sempre viveu de ciclos mais ou menos curtos que se abrem com grande euforia e acabam se fechando debaixo de grande crise e extrema melancolia”.
Desde esse número, passando por todos esses anos, a Bravo procurou conter essa euforia e sempre propor o fechamento do Tiroteio.





Já em abril de 2002, sobre O Invasor, de Beto Brant, a revista concretizava a sugestão de que havia, sobretudo, ingenuidade na maioria das produções do gênero: “Filmes como O invasor, mostram um desconhecimento básico das nuances e das contradições que existem entre os bem postos na sociedade, de como se dão as tramóias políticas e de favorecimento, de como vive a acossada classe média e, finalmente, do perfil daqueles miseráveis que optam pelo trabalho degradante ou pela violência”.
E continua: “representa apenas o ápice de um tipo de cinema que, amparado numa produção literária, há anos vem procurando, com maior ou menos eficiência, dar conta da realidade do país. Nessa evidente dificuldade, o que se acabou cristalizando foi um gênero que simplesmente imita o imaginário coletivo, hesitante entre o mero entretenimento de suspense e o denuncismo vazio”.




Serão publicados mais três posts, recordando o olhar da imprensa, sobre o tiroteio dos últimos anos, nas telonas do país.

Segredos

O jornal da Globo abordou alguns recursos, "segredos", usados nos vídeos brasileiros para as eleições da sede das olimpíadas de 2016. Assista.
video

terça-feira, 6 de outubro de 2009

La ciudad de los fotografos

La ciudad de los fotógrafos é um documentário dirigido por Sebastián Moreno, lançado em 2007. O filme recorda a saga dos fotógrafos que registraram os protestos e a resistência à ditadura do General Pinochet, no Chile. O governo ditatorial começou em 1973, depois da deposição de Salvador Allende. Terminou em 1990.

video

URBE

Foto: Juliano Macedo - vampire

MST vídeo

Foto: Guilherme Artigas
Durante o programa de formação da APP-Sindicato, realizado entre 2 e 4 de outubro, o MST exibiu aos participantes um vídeo sobre sua proposta pedagógica, na alfabetização e formação de ideologia das crianças que vivem nas comunidades organizadas pelo movimento. Leia Mais

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A viva mais sexy


A atriz Kate Beckinsale foi considerada a mulher viva mais sexy da atualidade. O título foi dado pela Esquire, uma das mais tradicionais revistas de comportamento dos EUA. A edição de novembro traz Kate na capa.
Semanas atrás, na Califórnia, a atriz estava sendo fotografada por um grupo de paparazzi, enquanto escolhia quadros para decorar sua casa. Mais incomodado que a musa, o dono da loja exibiu um quadro taxativo.


Brasileiro Latino

Começou hoje, 5 de outubro, o 4.º Festival do Paraná de Cinema Brasileiro Latino, no Museu Oscar Niemeyer. São 22 produções que concorrem, em 20 categorias, ao prêmio Araucária de Ouro, de Melhor Filme e Melhor Direção.
O festival também promove a Mostra Paranaense de Cinema, que traz três longas e sete curtas metragens.
Um dos destaques do festival é o documentário Helmuth Wagner – A Alma da Imagem (cartaz). O filme trata da vida e obra do fotógrafo catarinense Helmuth Wagner, radicado no Paraná. Ao longo da vida, ele registrou fragmentos da cultura e da natureza do estado, fotografando pontos que já não existem mais, como é o caso das Sete Quedas do Iguaçu. O documentário tem 50 minutos. A direção é de Ingrid Wagner e Fernando Severo. Quem assina a fotografia é Beto Carminatti.

Por um museu sustentável

O Shopping Mueller, em Curitiba, dá início a mostra Mitos & Ícones, assinada pelo artista plástico e ativista ambiental Thiago Cóstackz.
São releituras de obras clássicas da arte universal, compostas com materiais reciclados.Onze personalidades foram escolhidas para serem fotografadas. Carolina Dieckmann reinterpreta a Vênus de Milo, de Alexandros da Etiópia (130 a.c). Trata-se de uma famosa estátua grega que representa Afrodite, a Deusa do amor sexual e da beleza física. É mais conhecida como Vênus, seu nome romano.
A Top Model Fernada Tavares representa o Nascimento de Vênus, de Sandro Botticelli. Um célebre pintor renascentista, nascido em Florença, na Itália.
O objetivo de Thiago Cóstackz é percorrer o Brasil fazendo uma campanha pela fundação do primeiro Museu de Arte Contemporânea e Sustentável do mundo, o qual teria sede no Rio Grande do Norte.


Carolina Dieckmann reinterpreta a Vênus Milos

A Top Model Fernada Tavares representa o Nascimento de Vênus