quarta-feira, 20 de abril de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
Senna nas locadoras
quinta-feira, 17 de março de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
arquivo para consulta
Boa notícia para o mundo imagético-documental, que atualmente parece crescer a passos largos: estão disponíveis no acervo do arquivo público de São Paulo, milhares de fotografias, ilustrações e uma coleção de edições do extinto jornal Última Hora, que circulou nas décadas de 50 e 60, principalmente no Rio de Janeiro (chegou a ter edições em São Paulo e em outras capitais do Brasil, mas é conhecido como um jornal Carioca). É considerado por alguns como um marco do jornalismo no Brasil. A iniciativa de conservação e digitalização do arquivo teve início em 2007 e agora já conta com cerca de 166 mil fotografias, que podem ser consultadas clicando aqui
sábado, 30 de outubro de 2010
Pescadores da Tainha
O lançamento será no dia 23 de novembro no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.
O trabalho registra aspectos da pesca artesanal na Ilha do Mel, prática e tradição quase extintas.
Parece que, ao contrário do que muita gente vem fazendo, aloprando nas comunidades do litoral do Paraná, registrando entrevistas e imagens sem nunca mais aparecer ou dar satisfações às pessoas e ainda distorcendo as suas rotinas, os dois realizadores do projeto estão conscientes das suas responsabilidades.
Espera-se ainda que as personagens possam se já não puderam, se ver e se reconhecer no filme e no livro. Assim o sucesso estará garantido, merecido.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Lixo bem montado
Na quarta (13) o documentário No Lixo do Canal 4, de Yanko del Pino, foi exibido pela primeira vez. O lançamento foi no auditório Brasílio Itiberê, da Secretaria de Estado da Cultura.
Como o nome sugere, trata-se, a priori, da salvação de um valioso arquivo de memória visual/oral que por pouco não se perdeu no lixo.
A memória parece ser o tema central. Mas definitivamente isso não faz com que os depoimentos e as questões levantadas no filme fiquem restritos a isso.
História, jornalismo, afetos, recordações e a própria recuperação do material, tudo é envolvido numa narrativa sempre amparada na fenomenologia da memória. Como ela ocorre? O que a desperta? Como ela se vai?
O arquivo figura como tema e elemento do tratamento criativo que Yanko dá ao seu filme.
Enquanto artifício de linguagem, as imagens de arquivo há muito tempo têm lugar cativo na tradição documentária. No dizer do teórico Fernão Pessoa Ramos “é intenso o aproveitamento de tomadas realizadas em função de circunstâncias espaciais/temporais diferentes daquelas que cercam a intenção do narrador que articula os planos”.
Ramos ainda chama a atenção para a já formulada categoria do “documentário com filme de arquivo”.
Não se sabe (não perguntei), se Yanko del Pino se baseia em teorias ou conhecimento científico para compor seus documentários. Mas é certo que existem algumas coincidências entre afirmações teóricas e algumas escolhas e resultados de No Lixo do Canal 4.
Ainda em Fernão Pessoa Ramos, pode-se ler que “na narrativa mais tradicional do documentário com filme de arquivo, tomadas e contextos diversos são articuladas através de montagem e cimentadas com a enunciação em voz over bem marcada”.
Sobre a aplicação da referida voz over, vale a continuidade da citação de Ramos: “Numa forma mais contemporânea, a voz que enuncia fora-de-campo tem sua presença diminuída.
Não existe exatamente diminuição na presença de voz fora de campo em No Lixo do canal 4, mas percebe-se que, diferente do que acontece na maioria dos documentários recentes, as entrevistas não prevalecem sobre as imagens.
Os depoimentos são curtos e suas exposições se revezam entre pequenos trechos nos quais aparece a figura do entrevistado, e outros em que sua voz figura como “off” das imagens. Nem sempre quem fala em off aparece enquadrado falando imediatamente, ou antes. Isso torna a assimilação não mecânica, ajuda no ritmo. Não se privilegia a voz ou o ponto de vista de uma ou outra personagem. Sobressai-se uma voz independente, a do filme.
Esse aspecto marca outro êxito de Yanko, afirmado nos estudos sobre a produção de documentários. Em alguns momentos a montagem parece dispensar as falas. A construção de argumentos é feita de modo visual, através do uso de imagens e respectivas seqüências.
Importante a referência à “construção de argumentos”. Isso vem a confirmar também o que muitos estudiosos defendem: que o documentarista não é um promotor de realidades e sim um formador de significados. Nas palavras do professor Eduardo Baggio, “fundamentalmente um documentário é uma relação entre o real e o espectador, mediada pelo documentarista.”
A mediação é um tema caro e recorrente para várias áreas do conhecimento. Na da Memória ela é essencial. Mediação aqui vira sinônimo de escolha. Quem media a memória? Isto é, quem escolhe o que será conservado e o que irá ao lixo? Quem atribui importância ou valor aos objetos? Quem diz o que merece ficar nos arquivos e o que será dispensado?
Perguntas feitas em O lixo do Canal 4. Bem respondidas. Foi mesmo uma boa jornada.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Recuperação de arquivo
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Uma história de utopia
Os depoimentos são de ex-integrantes do movimento, como Euclides Coelho de Souza (Dadá do Teatro de Bonecos), Zelia Passos, Alcidino Bittencourt, Marly Genari e de alguns jornalistas que escreviam sobre cultura na década de 60, como Mazza, Edésio Passos e René Dotti. O documentário conta, ainda, com a participação especial de Ferreira Gullar e de Artur Poerner, escritor do livro "O Poder Jovem" e jornalista do JB.
As peças teatrais encenadas na época são reencenadas para o documentário pelas atrizes Chris Macedo, Maureen Miranda e Chris Gomes, com a direção de Octávio Camargo, cenário e figurino de Marcelo Scalzo. Antes da exibição haverá um debate sobre o teatro político com a participação da pesquisadora do documentário Ana Carolina Caldas, do fundador do movimento de teatro político Euclides Coelho de Souza (Dadá) e do músico e diretor Octávio Camargo.
Direção e edição de Tulio Viaro
Pesquisa e roteiro de Ana Carolina Caldas
Fotografia de Gilson Camargo
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Com as mãos na terra
No próximo sábado, 00:30, será exibido na TV Cultura o documentário uruguaio Com as mãos na terra, dirigido por Virginia Martinez. O documentário se refere às escavações em locais onde foram enterrados desaparecidos políticos na época em que o país viveu o regime de ditadura.
Com as mãos na terra é um dos documentários que integram o projeto DOCTV Latinoamérica, que fomenta a produção e exibição de documentários Latino-americanos.
Serão 14 documentários inéditos, produzidos em 14 países da América Latina, exibidos em 18 TVs públicas do continente.
Todos os sábados, as 00h:30, reprise as terças, 1h:00.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
55 semanas
A série DOCTV IV traz 55 documentários inéditos, produzidos por todo o País. Cultura infinita do Brasil. “Uma promessa de encontro das questões urgentes do país com o povo brasileiro”, segundo consta no site. As exibições são todas as sextas, 22:30, na TV Cultura. Segue uma amostra de O Rei do Carimã.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Páginas e vidas Ilustradas
Questões técnicas do fotojornalismo não estão entre as prioridades da abordagem. Ótimo. De técnicas e dicas já existe material mais do que suficiente.
Como tem sido proposto na feitura recente de documentários, o foco está nas individualidades. O vídeo trata das relações pessoais de quatro repórteres fotográficos com sua profissão. Dois deles trabalham na Folha de São Paulo, outros dois no Estadão. É uma visão humanizada da rotina trabalho.
Outro assunto pertinente em Páginas Ilustradas é a democratização dos meios de produção de imagem e quais as tendências e desafios que surgem a partir disso. A duração é de 22 minutos.
domingo, 13 de junho de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
Quem vive o minhocão?
Foi premiado como melhor documentário brasileiro no festival É Tudo Verdade, em 2007.
O tema do filme é o Elevado Costa e Silva, conhecido como Minhocão. É uma via expressa com 3,5 km que liga o centro de São Paulo à região da Barra Funda.
Sempre foi uma obra polêmica, muito criticada devido ao impacto na paisagem urbana do centro paulistano. No documentário trata-se de outros impactos.
Correspondendo à tradição recente na produção de documentários no Brasil, Elevado 3.5 desfoca generalizações e aspectos gerais e se concentra na relação singular que algumas pessoas têm com um objeto/tema. São histórias individuais ao redor do Minhocão.
Toda a história oficial da via e a especulação recente sobre a sua derrubada, dão lugar a depoimentos com profundidade, que só o cinema documentário tem conseguido extrair. Menos estatísticas, mais vidas que seguem. Veja o trailer.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Ceará reflexivo

Duas mostras, Diásporas: As Fronteiras da Identidade, essa só de documentários. Faz pensar sobre “a desaparição de algumas fronteiras e a crescente hostilidade de outras. Um mundo onde a identidade cultural a cada passo se questiona, enriquece e reconsidera”, como consta na divulgação. Cubanos fugindo, ditadura argentina, um “resumo cósmico da infinita São Paulo”, são alguns dos temas.
A outra é Memórias do Muro, filmes documentários e de ficção que refletem algo sobre “conflitos humanos numa cidade e num mundo dividido”.
Os vencedores nas várias categorias, das duas mostras competitivas (curtas e longas), receberão o Troféu Mucuripe e um prêmio no valor de US$ 10 mil (dez mil dólares). A informação é do Cinema com Rapadura.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Sessão surpresa
Foto: Edu BaggioNa terça dia 8 de junho acontece no teatro da Caixa, em Curitiba, a quinta sessão surpresa do Teste de Audiência.
No teste um filme, ainda não finalizado, é exibido há uma platéia que dá opinião sobre o roteiro, duração, personagens etc. É uma equipe de pesquisa, “bastante atenta e preparada”, segundo os realizadores, Marcio Curi e Renato Barbieri.
Na sessão surpresa os nomes do filme e diretor só são divulgados na hora da exibição.
A surpresa não é a única variação na programação do teste de Audiência, que está na segunda temporada. No início só os longametragem eram trabalhados, depois foram dois médias e as portas parecem abertas à outros formatos.
“No Lixo do canal Quatro”, de Yanko Del Pino, foi o primeiro documentário exibido no projeto, na terceira sessão.
Sessão surpresa- Terça 8 de junho – Teatro da Caixa - 19:30 – ingressos retirados na bilheteria uma hora antes.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Cinedocumenta II
Serviço
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Três documentos
Pelo menos até o fim da primeira semana de maio quem procura acompanhar a produção recente do cinema documentário tem boas opções em Curitiba. Três longas estão na programação do Unibanco Arteplex, no shopping cristal.
Um deles é Rita Cadillac – A Lady do Povo (2007), de Tony Venturi, com valiosas imagens de arquivo da carreira de Rita.
Outro é The U.S. vs. John Lennon (2006) dos diretores David Leaf e John Scheinfeld. O filme reflete parte da especulação sobre o dedo do governo dos EUA na morte de John Lennon. Para tanto, faz uma cobertura de dez anos: 66-76, período de combatividade travado por John e Yoko, pela paz. Tem algumas coincidências com Imagine, dirigido por Andrew Solt em 1988, outro documentário longa metragem sobre a vida de John.
Completa a lista o que está no topo de repercussão, não no público, mas no questionamento sobre um possível efeito eleitoral. Trata-se de Utopia e Barbárie (2005) com roteiro e direção de Silvio Tendler. É um resumo de movimentos libertários e contra hegemônicos da segunda metade do século XX: independências de colônias, lutas contra ditaduras, maio de 68, enfim, utopias e a barbárie que vitimou tudo isso.
Depoimentos de gente com visibilidade e relevante nos respectivos temas marcam os três filmes. Todos correspondem à categoria que, na teoria, às vezes, chama-se de “filme de entrevistas”. Trailers dos três a seguir.
terça-feira, 27 de abril de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
CINEDOCUMENTA
Serão exibidos dois filmes: Dossiê Rê Bordosa, de César Cabral - 2008, 16 min; e O Divino, de Repente, de Fábio Yamaji - 2009, 6 min. Os ingressos são gratuitos. Início às 20h no Teatro do Sesc da Esquina.
.jpg)
“Para o olhar acostumado ao documentarismo tradicional, especialmente ligado às noções de improviso e autenticidade das imagens in loco , ou seja, feitas no lugar onde os acontecimentos se desenrolam, a presença de um elemento de criação como o traço do desenho animado pode parecer um tanto estranha. Mas o estudo da história do documentarismo revela, no entanto, que a parceria retoma um aspecto muito comum à gênese deste tipo de filme: a contação em lugar da mostração, ou seja, a capacidade de transmitir uma história ou uma idéia lançando mão de técnicas variadas para levar ao público o conhecimento”.








