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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Havia cinema

Até domingo, 25 de abril, no teatro da Caixa em Curitiba, acontece a mostra “Atrás do muro havia cinema”. São 12 filmes feitos entre 1946 e 1990 pela da Deustche Film AG-DEFA, produtora estatal da então Alemanha Oriental.
Os filmes retratam o período pós guerra no país, abordando questões que nortearam aquelas gerações e suas “ilusões perdidas”.
Antes de cada sessão, os filmes são apresentados pelo historiador de cinema Ralf Schenk, membro do comitê de seleção internacional do Festival de Berlim.
O teatro da Caixa fica na rua Conselheiro Laurindo, 280, no centro. A entrada é franca e os ingressos são distribuídos uma hora antes de cada sessão.
Horários: 15h, 17:30h e 20h.

terça-feira, 13 de abril de 2010

PUTZ! Inscreva-se

Até 23 de abril, universitários de todo o Brasil podem inscrever gratuitamente suas produções audiovisuais no VII PUTZ, o Festival Universitário de Cinema e Vídeo de Curitiba.
São três mostras competitivas: a Oficial, na qual são aceitos trabalhos de qualquer gênero, com no máximo 25 minutos e finalizados a partir de janeiro de 2008; nas categorias Videoclipe e Trash as produções devem ter 10 minutos, no máximo, e finalizadas a partir de janeiro de 2007.
O VII PUTZ será realizado entre os dias 25 e 30 de maio, no Teatro SESC da Esquina e no Paço da Liberdade, em Curitiba. Informações, regulamento e inscrição no site www.putz.ufpr.br.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

O grande

O Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, promovido pela Academia Brasileira de Cinema, chega à sua nona edição. Concorreram os filmes lançados comercialmente entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2009. Mais de 100 filmes.
A segunda etapa da votação começou em 31 de março. A votação inicial definiu os finalistas. Seguem os indicados na categoria Melhor Longa-Metragem Documentário. Foi uma das categorias com mais de cinco finalistas, devido a empates. Votação disputada.
ALÔ ALÔ TEREZINHA de Nelson Hoineff. Produção: Daniel Maia, João Braga e Paloma Piragibe por COMALT, Comunicação Alternativa.
CIDADÃO BOILESEN de Chaim Litewski. Produção: José Carlos Asbeg por Palmares Produções e Jornalismo LTDA, Chaim Litewski, Pedro Asbeg, Jorge Melo e Ojvind Kyro.
LOKI – ARNALDO BAPTISTA de Paulo Henrique Fontenelle. Produção: André Saddy por Canal Brasil.
PALAVRA (EN)CANTADA de Helena Solberg. Produção: David Meyer por Radiante Filmes Ltda. Co-produção Marcio Debellian.
SIMONAL – NINGUÉM SABE O DURO QUE DEI de Calvito Leal, Claudio Manoel e Micael Langer. Produção: Raul Schmidt por Jaya, Roberto Berliner e Rodrigo Letier por TvZERO, Carlos Paiva e Isabelle Tanugi por Zohar Cinema, Claudio Manoel e Manfredo G. Barreto.
WALDICK, SEMPRE NO MEU CORAÇÃO de Patrícia Pillar. Produção: Mariza Leão e Patrícia Pillar por Anima I Produções Artísticas.

O evento vai acontecer no dia 08 de junho, no Rio de Janeiro. A Academia Brasileira de Cinema foi criada em 2002. Tem sede no Rio.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Teste de audiência

Uma vez por mês um filme, ainda não finalizado, é exibido no Teatro da Caixa, em Curitiba. A platéia dá sua opinião sobre o trabalho através de um questionário que pergunta sobre o roteiro, duração, personagens etc. Até sobre os cartazes o pessoal pode opinar.
O Teste de audiência é uma iniciativa dos cineastas Marcio Curi e Renato Barbieri.
Segundo divulga a Caixa Cultural, “é fundamental que as narrativas tenham força e contagiem o público e, é em prol do aprimoramento da narrativa, do amadurecimento da linguagem cinematográfica e do aprofundamento do diálogo entre cineastas e público que se justifica esse tipo de teste.”
A segunda sessão é na terça, 2 de março, as 19h30. Os ingressos poderão ser retirados no local, a partir das 18h00.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Melhores filmes

Até dia 7 de março o público pode votar e escolher os filmes, nacionais e internacionais, que serão exibidos no Festival SESC Melhores Filmes 2010. São 10 categorias: filme, direção, ator, atriz, roteiro e fotografia para títulos nacionais; e filme, direção, ator e atriz para os internacionais. O festival vai de 7 a 25 de abril. Vote agora

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A meia do sindicato


Quem é filiado a qualquer sindicato do Brasil, pode ter 50% de desconto no ingresso para o filme “Lula, o filho do Brasil”. A partir de 8 de janeiro os ingressos da promoção serão vendidos.
No ato da compra o sindicalizado tem que apresentar, além da carteirinha do sindicato, outro documento com foto.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Cinema e direitos humanos


Entre os dias 3 e 8 de novembro, acontecerá em Curitiba a "4ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul", uma realização da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, com o patrocínio da Petrobras. As exibições dos filmes acontecerão à tarde e a noite, na Cinemateca de Curitiba, com entrada franca.
As temáticas dos filmes, abordarão de forma plural questões relacionadas ao: preconceito racial, eqüidade de gênero, proteção da criança e do adolescente, saúde mental, tortura, trabalho escravo, portadores de deficiências, idosos, diversidade sexual, liberdade religiosa, memória política entre outros. Informações gerais, como sinopses, datas e horários, bem como a história e trajetória da mostra está disponível no: http://www.cinedireitoshumanos.org.br./
A informação é da APP sindicato

Cinema na APP


Entre os dias 26 a 30 de outubro, o salão nobre da APP- Sindicato será uma sala de exibição de filmes. O evento de extensão universitária "A História na Tela do Cinema: Considerações Metodológicas para a Prática Pedagógica", promovido pelo Programa de Educação Tutorial da Universidade Federal do Paraná (PET/UFPR) e a APP-Sindicato/ Secretaria Educacional, contará com a mostra de cinco filmes, entre eles "Europa", o Auto da Compadecida, baseado na obra do escritor Ariano Suassuna e Os narradores de Javé.
A atividade, que será realizada a partir das 18h30, abordará a produção do discurso histórico pelo cinema e tem como finalidade proporcionar uma oportunidade de interlocução entre professores/as de ensino fundamental (5ª a 8ª série) e médio e funcionários/as de escolas. Voltada para professores/as e funcionários/as de escolas - sindicalizados/as da APP -, contará com a exibição seguida de debates intermediados por professores da UFPR e alunos do PET/UFPR. Com informações da APP sindicato.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Filmes de Montanha

Entre os dias 23 e 25 de outubro será realizada no Rio de Janeiro a 9º edição da Mostra Internacional de Filmes de Montanha.
No Brasil, o evento acontece desde 2004. O objetivo incial foi motivar a produção desse tipo de filme no país. Se na primeira edição foram 9 produções inscritas, esse ano são mais de 50.
A mostra tem algumas atrações paralelas. Uma delas é a exposição “Atacama – Deserto e Vulcões”, de Fabio Elias, profissional conhecido por suas fotografias de lugares e esportes extremos.
Também, será lançado o Guia de Vídeo Digital de Richard Olsenius, que durante anos fez parte da equipe de fotografia e vídeo da National Geographic. Segundo Alexandre Diniz, organizador da mostra, o guia “ao mesmo tempo que é bastante profissional, é acessível para os leigos”.

Assista o vídeo de divulgação da mostra:

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Vingança e persuasão

Diretor e elenco de Bastardos Inglórios

Poucas vezes tratamos aqui de enormes produções de hollywood, mas o recente Bastardos Inglórios é excelente.
O peso de Quentin Tarantino, de mestre dos filmes de violência carregada com elementos do POP, não se deve exatamente a esse estilo, e sim ao que ele aborda, seja de forma explícita ou indireta: a vingança.
Não se pode tratar de vingança sem inteligência. Por mais que às vezes esse sentimento seja movido pela impulsividade e pela falência do raciocínio, em outras tantas ela é arquitetada com critérios, competência e erudição. É assim, no caso de Bastardos Inglórios. O nome já diz tudo.
Justiceiros judeus que matam militares alemães com crueldade teatral, a dona do cinema que planeja incendiá-lo na premiere de um filme de propaganda nazista, e filma sua mensagem final antes de botar fogo nos espectadores, são elementos do conteúdo bruto do filme.
Mas as estratégias mais sensíveis de Tarantino estão mesmo nos diálogos. Com todos os recursos tecnológicos que a indústria dos EUA esbanja, são poucos os cineastas que conseguem sobrepor a inteligência das falas aos efeitos especiais. Ele consegue, mais uma vez.
Conversas longas e inventivas, de início, já mostram que o filme ultrapassa a sangueira gratuita e investe na violência psíquica, típica do diretor e bem mais eficaz.
Uma delas: a explicação do coronel alemão, Hanz Landa, a um camponês francês, sobre a associação de judeus com ratos, “legitimando” esse entendimento, é tão admirável quanto repulsiva.
Outra referência a cultura de persuasão que a propaganda nazista estabeleceu, está numa conversa entre o mentor do aparato de divulgação nazista, ministro Joseph Goebbles, e o herói de guerra alemão, protagonista do filme que será exibido no cinema da órfã judia, disfarçada, claro.
Apaixonado, o soldado convence Goebbles a transferir a estréia do filme para o cinema da moça. No fim, cedendo ao discurso empolgado do subordinado, Goebbles diz: “eu criei um monstro, um monstro extremamente persuasivo.
Quem tem repertório sobre a ideologia nazista, tem mais facilidade de entender Bastardos Inglórios. Uma boa cartada é assistir, antes, o documentário, Arquitetura da Destruição, de Peter Cohen.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Retrospectiva 2 - Veja

Na edição de outubro de 2007, a jornalista Isabela Boscov comenta na revista Veja, o sucesso de Tropa de Elite, do diretor José Padilha: “Hoje, de Cidade de Deus e Carandiru a Cidade dos Homens, a vida do crime, ou de quem existe na sua proximidade, permanece talvez o maior tema do cinema nacional. Tropa de Elite é uma exceção no empenho em observar o caos brasileiro por um prisma diverso”.
A comparação com lançamentos recentes que abordaram a violência urbana nas grandes cidades brasileiras já era óbvia. Contudo, no seu texto Abaixo a Mitologia da Bandidagem, Isabela investe em outras associações: “Tropa de Elite não rompe só com a tradição nacional de narrar uma história do ponto de vista do bandido: rompe com a visão pia e romantizada do criminoso”.
A argumentação da jornalista é munida de analogias encontradas entre cenas do filme e um discurso habitual de uma corrente do cinema nacional que estaria, nas palavras dela, sempre a “mitigar a opção pelo crime em face da pobreza e ‘alivia’ o bandido mesmo quando não haveria o que aliviar”.
Boscov ainda se refere ao início dessa romantização do crime, que teria começado já nas décadas de 60 e 70 por meio de filmes como O bandido da Luz Vermelha e Lúcio Flávio – o passageiro da agonia.
Para ela Tropa de Elite estaria na esteira de Cidade de Deus que começou a desmentir os padrões do criminoso vitimado e de índole apenas desgastada, não ruim. Esse rótulo do bom bandido, porém, seria restaurado “com veemência” por Hector Babenco em Carandiru.
Numa entrevista a revista Bravo de abril de 2003, Babenco disse: “Se você deixar crescer os sobreviventes de Pixote, vai encontrá-los em Carandiru.”

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Retrospectiva 1 – A Revista Bravo

Foto: Divulgação /Salve Geral

“O fim do tiroteio, ainda bem.” Assim a revista Bravo, na sua edição de outubro de 2009, começa a se referir a Salve Geral, filme dirigido por Sérgio Rezende. O texto de André Nigri continua rígido: “Ninguém aguenta mais filmes de favela e violência”.
A matéria aponta o desgaste de um ciclo de mais de dez anos, nos quais o cinema brasileiro voltou-se para a criminalidade urbana. Um período ao qual pertencem as maiores bilheterias, os orçamentos mais gordos e as maiores repercussões da história do cinema nacional: Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, Carandiru de Hector Babenco e Tropa de Elite, de José Padilha. Segundo a Bravo, esse subgênero estaria dando “claros sinais de fadiga”.
Mesmo no auge, essa vertente nunca passou fácil pela goela da revista. Recordando a edição de janeiro de 1998, pode-se observar que a Bravo já dava o tom de desconfiança que iria pautar quase todo o trajeto de crítica sobre esses filmes.
A matéria de capa tratava de um grupo que se organizava em torno da estética da criminalidade e da violência, através da Conspiração Filmes. Uma produtora do Rio de Janeiro, “dirigida por uma turma de jovens bem nascidos e bem educados, de famílias famosas no circuito cultural, a começar por José Henrique, filho do escritor Rubem Fonseca".
José Henrique Fonseca iria começar a rodar em abril daquele ano, o filme “O Homem do Ano”, adaptado do livro O Matador, de Patrícia Melo. A história é de um jovem pacato que aos poucos se torna um assassino justiceiro do bairro onde mora.
Num Box ainda consta: “Cláudia Abreu, José Henrique Fonseca e Patrícia Melo são a face mais visível de um grupo de artistas e produtores que pretende imprimir uma cor nacional ao veio da violência aberto por Quentin Tarantino e Danny Boyle”.
O clima era mesmo de início de fase. Cacá Diegues lembrava num artigo ao lado que, “Todo mundo sabe que o cinema brasileiro sempre viveu de ciclos mais ou menos curtos que se abrem com grande euforia e acabam se fechando debaixo de grande crise e extrema melancolia”.
Desde esse número, passando por todos esses anos, a Bravo procurou conter essa euforia e sempre propor o fechamento do Tiroteio.





Já em abril de 2002, sobre O Invasor, de Beto Brant, a revista concretizava a sugestão de que havia, sobretudo, ingenuidade na maioria das produções do gênero: “Filmes como O invasor, mostram um desconhecimento básico das nuances e das contradições que existem entre os bem postos na sociedade, de como se dão as tramóias políticas e de favorecimento, de como vive a acossada classe média e, finalmente, do perfil daqueles miseráveis que optam pelo trabalho degradante ou pela violência”.
E continua: “representa apenas o ápice de um tipo de cinema que, amparado numa produção literária, há anos vem procurando, com maior ou menos eficiência, dar conta da realidade do país. Nessa evidente dificuldade, o que se acabou cristalizando foi um gênero que simplesmente imita o imaginário coletivo, hesitante entre o mero entretenimento de suspense e o denuncismo vazio”.




Serão publicados mais três posts, recordando o olhar da imprensa, sobre o tiroteio dos últimos anos, nas telonas do país.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Tudo o que temos



Se os jogos olímpicos vão ao Rio de Janeiro daqui a oito longos anos, óbvio que nesse intervalo haverá exagero nas Ilusões, expectativas, questionamentos. Sobretudo, abundância de piadas, oportunismo, ironias, repetições. Tudo.
Sendo assim, quase nada sobre o assunto irá repercutir aqui. A decisão faz lembrar uma capa da revista Trip, de 2000: “Exclusivo, absolutamente nada sobre as olimpíadas”.
Bem mais de acordo com este blog é observar a repercussão dos vídeos que apresentaram o Rio na disputa. Os oficiais são da O2 Filmes, a maior produtora do País, de Fernando Meirelles. Ele está para o cinema brasileiro como Paulo Coelho está para a nossa literatura. Coelho também participou no lobbye a favor do Rio. Pelé estava na parada. A regra mandou que tudo de muito bem sucedido no Brasil se unisse. A popularidade de Lula foi a camisa 10.






O vídeo Paixão, dirigido por Nando Olival, Renato Rossi, César Charlone e Rodrigo Meirelles, marcou o encerramento do Jornal Nacional. A novela começou logo depois com a bossa: sei lá, sei lá, só sei que é preciso paixão. Tudo ao estilo Global de sentimentalismo ISO 9000.
Outro que trocadilhou bem foi o portal UOL: “Rio usa 'paixão' para tentar ser sede da Olimpíada”.
O jornal Correio Brasiliense, no texto de Luiz Roberto Magalhães afirmou que o repertório áudio visual do Brasil teve “maior profissionalismo e qualidade técnica que Chicago e Tóquio”. Ainda comentou: “os eleitores assistiram a um vídeo de Fernando Meireles chamado Unity, em que pessoas de várias partes do mundo passeavam pelo Rio e se deslumbram com a beleza da cidade e o calor humano de seu povo, terminando em emocionantes anéis olímpicos humanos na areias cariocas”.
Mas são os comentários dos leitores que formam o grande mosaico vivo do jornalismo digital. Sobre o vídeo, alguns:

Um bem comum
odillycampos22 - Realmente o vídeo ficou lindo. É de impressionar qualquer comissão julgadora. Mas eu queria saber por que não mostraram a realidade mesmo do Rio de Janeiro.
Outro mais objetivo e menos crítico
Meirechicca -Maravilhoso, muito bem feito, mostra a nossa cultura.
De repente uma leitora responde:
TeresinhaQueiroz -Nossa Lucca!!!Como você é amargo.Sou paulistana com muito orgulho de todo o meu país!
O Lucca havia dito:
luccasilva2009 - que bosta!!! Com tantas cidades melhores...Será que os cariocas vão agradecer ao presidente Lula com vaias como fizeram no Pan? Vamos lembrar que trabalhar não é o forte dos mesmos.Quanto ao vídeo, bem fraquinho, aquém da capacidade publicitária Brasileira.
Um mais simples e direto:
Stella -Muito emocionante.

O comentário de Stella diz tudo. Emocionou. Alguns trechos em Paixão, esbanjam a arte de montar um filme numa crescente de empolgação: um pessoal fazendo um tipo de Yoga no Museu de Arte moderna de Niteroi, corte seco para uma manobra extrema de surf (saúde + radicalidade), segue com garotos jogando futebol na praia, corte para uma tomada panorâmica do Maracanã lotado, a música Cidade Maravilhosa, um hino do Rio, perfeitamente casada com movimentos sincrônicos da torcida do flamengo, claro. Ritmo e sequência que progridem até um clímax perfeito.
Nos jogos de 2016, o primeiro ouro do Brasil foi no cinema.




Fotos: site da O2 Filmes

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Me mostra no paço

Na quarta (30), as 19h no Paço da Liberdade, em Curitiba, será realizada a sessão de setembro do MeMostra! É uma mostra de filmes independentes, promovida desde 2006, pela Cooperativa Cinematográfica Photon Filmes.
Será a centésima exibição do evento. Serão exibidos os filmes: Na rota do comboio cultural de Ivy Goulart; Faxinais: uma história de luta e amor à terra de Priscila Ernst; Vida de balcão de Luciano Coelho e Casamenteiras de Tati Costa e Daniel Choma. O ingresso custa 4 pilas.
A informação é do portal paranaonline.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Mês dos alemães

Até 24 de julho estarão sendo exibidos filmes do cineasta Wim Wenders, no Instituto Cultural Cinevideo1. No dia 22 o filme é O Estado das Coisas (1982). Tokyo-Ga (1985) será exibido no dia 23. Fechando a semana, no dia 24 a sessão traz Asas do Desejo (1987).
Julho é o mês do cinema alemão no Cinevideo1. Entre os dias 27 e 31, serão exibidos filmes do diretor Volker Schlöndorff. Sempre as 19:00 h. A entrada é franca.
Rua Pe. Anchieta, 458 - site

sábado, 11 de julho de 2009

Arbus

Outra das fotógrafas selecionadas na exposição Au Féminin é a famosa Diane Arbus (1923 - 1971).
Diane buscava fotografias inusitadas, ao menos para a época em que viveu. Gostava de retratar anões, gigantes, prostitutas e travestis. Trabalhou em revistas famosas como Esquire e The New York Times Magazine. Foi considerada uma das maiores fotógrafas do século 20, nos EUA.
Suicidou-se em 1971, cortando os pulsos e ingerindo muitas boletas, deixando rumores de que teria fotografado a própria morte. Essas supostas fotos nunca foram encontradas, ou mostradas.
A sua biografia, feita por Patrícia Bosworth inspirou o filme Fur – An imaginay portrait of Diane Arbus ( 2006), dirigido por Steven Shainberg. O filme foi lançado no Brasil em 2007, traduzido como A Pele. O papel de Diane Arbus ficou a cargo de Nicole Kidman.
Nicole Kidman interpretando Diane Arbus no filme A Pele - foto: divulgação


Fotos: Diane Arbus

“Se eu fosse apenas curiosa, seria muito difícil dizer a alguém ‘quero ir à sua casa, estimular você a falar e ouvir você contar a história de sua vida’. As pessoas me responderiam: ‘Você está maluca’. Além do mais, ficariam muito precavidas. Mas a câmera é uma espécie de licença. Muita gente quer que prestemos a elas muita atenção e esse é um tipo razoável de atenção para se prestar”.

Diane Arbus, no livro Sobre Fotografia, de Susan Sontag

domingo, 28 de junho de 2009

Neon-realismo

O professor Renato Luiz Pucci Junior lançou recentemente o livro “Cinema Brasileiro Pós-Moderno: o Neon-realismo”, pela editora Sulina. É um exame crítico sobre o estilo de narrativa de alguns filmes brasileiros, lançados a partir da década de 80. Segundo o autor, foi observada a chamada Trilogia Paulista da Noite, formada por três filmes: Cidade oculta (Francisco Botelho, 1986), Anjos da noite (Wilson Barros, 1987) e A dama do Cine Shangai (Guilherme de Almeida Prado, 1988). Uma releitura dessas produções foi feita através de análises comparativas com trabalhos dos diretores Carlos Manga, Glauber Rocha e Julio Bressane. É o segundo livro de Pucci. O primeiro foi "O Equilíbrio das Estrelas: Filosofia e Imagem no Cinema de Walter Hugo Khouri". Renato Luiz Pucci Júnior é professor do mestrado em Comunicação e Linguagens e no curso de graduação em RTV, da Universidade Tuiuti do Paraná, além de coordenador do grupo de pesquisa Cinetevê – Ficção Contemporânea, ligado à mesma Universidade.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Enquanto estamos dormindo

Estréia no próximo sábado (27), o média-metragem "Enquanto Estamos Dormindo", da diretora Vergínia Maria Grando. O filme trata a rotina de um menino acompanhando seus pais que trabalham coletando lixo reciclável pelas ruas de Curitiba. Outra abordagem é a da convivência do jovem com os amigos.
Boa parte das filmagens foi feita na Vila Zumbi dos Palmares, no município de Colombo. Nessa comunidade, a produção desenvolveu várias ações de contra partida social, como oficinas de interpretação e atividades com lixo reciclável, que acabaram somando na feitura de figurinos e cenários do filme. Essas atividades também foram registradas e compõem um documentário que também será lançado no dia 27.
A primeira Sessão é as 19:00 e a segunda as 20:30, na Cinemateca de Curitiba. A entrada é franca. A informação é do portal paranaonline.

domingo, 14 de junho de 2009

O melhor momento para o 3D

É comum pensar que a tecnologia do cinema 3D é novíssima. Na verdade os primeiros filmes em 3D são de 1915. As décadas de 50 e 80 também foram períodos importantes para o seu desenvolvimento.
É o que afirma David Brett, da agência de notícias Reuters. Ainda segundo ele, a era digital e o aperfeiçoamento dos óculos necessários dão a tecnologia mais força e aceitação.
Brett informa que para 2009, estão previstos cerca de 30 filmes em 3D. Bons resultados nas bilheterias de cinema estariam levando corporações a fazerem grandes investimentos na área.
O que é
Para quem não sabe (3D é o tipo da coisa que o sujeito não sabe bem como é, mas diz que sabe), o RealD, nome técnico do 3D, traz a imagem tridimencional.
As imagens que estamos acostumados a ver são bidimensionais. Nelas visualizamos a dimensão da altura e da largura do motivo da imagem.
Na tridimensional percebe-se também a profundidade. Daí a impressão que temos de estar ali, no meio de tudo.
No Brasil são pouco mais que 30 salas de cinema que exibem em 3D.
Atualmente a ponta da tecnologia está com a canadense IMAX Corporation. São telas enormes e que podem exibir filmes tanto em 3D como em 2D.
São Paulo, no Shopping Bourbon, e Curitiba, no shopping Paladium, tem telas IMAX, com 13 metros de altura e, mais ou menos, 20 metros de largura. Bem maiores que o normal.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Pensamento

“Eu lia muitos livros de diretores e nove entre 10 diziam que o melhor jeito de aprender a fazer cinema era filmando. Então eu fui lá e filmei pra aprender”.
Frase de Matheus Souza para a revista Rollingstone Brasil, de junho. Matheus é o diretor de Apenas o Fim, que estreou hoje, dia 12, em alguns cinemas brasileiros. Os protagonistas são Gregório Duvivier, e Érika Mader.