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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Sebá

A mais recente edição da revista Brasileiros traz uma entrevista com Sebastian Rojas, um dos mais experientes e reconhecidos fotógrafos de surf da atualidade, com 23 anos de carreira. Sebastian é um especialista em fotos feitas dentro da água, em meio a ondas enormes nas praias mais famosas do mundo do surf, muitas vezes com bancos de coral bem próximos. É preciso técnica e coragem.

Uma canja da entrevista:
Brasileiros - De lá para cá, o que mudou na fotografia de surfe? S.R. - Houve duas mudanças drásticas. A primeira foi passar do foco manual pro autofocus, ou seja, o foco automático. Antes, você tinha de vir acompanhando o surfista, procurando o tempo todo o foco exato, com a mão na lente, até o final da onda. Quando saiu o autofocus, os fotógrafos que dominavam essa técnica, penso eu, até entraram em depressão, deitaram na cama e choraram. Depois disso, ficou mais fácil e todo o mundo passou a querer fotografar. Eu, sinceramente, cara, não era muito bom em fazer foco da areia, apesar de nunca ter precisado usar óculos, nem nada. Tinha dia que não achava o foco, cara. Acho que eu vinha pra praia e deixava o foco em casa (risos)”. Leia a entrevista toda.

Foto: Everton Luis/Revista Fluir

sábado, 17 de outubro de 2009

Surf e fotografia de alma


Foto:Joni Sternbach

Recentemente a revista Trip registrou o belo trabalho da fotógrafa Joni Sternbach, pesquisadora e professora de arte na Universidade de Nova York, que estuda antigas técnicas fotográficas. Na série Surfland, Joni utilizou a ferrotipia, desenvolvida em meados do século XIX.
Surfland é uma série de 47 fotografias que “resgatam os velhos sentidos do surf e o prazer de viver sem pressa”, como observou Ana Maria Peres, autora do texto. O trabalho foi feito em praias da califórnia e de Montauk NY.
A matéria contém uma entrevista com Joni Sternbach. Perguntada se o projeto teria o intuito de discutir sobre a atual cultura da fotografia non-stop, ela respondeu: “De certa forma, sim. Utilizei uma técnica que é a antítese da fotografia digital. A natureza inerente desse processo inclusive desperta para a questão da velocidade do tempo. Além disso, as fotos exibem uma desaceleração, pois poderiam ter sido produzidas há 150 anos. De toda forma, creio que estamos correndo contra o tempo, mas o desperdiçamos com bobagens”.Leia mais



Mais sobre a Trip

Falando em surf...

Fotografia e surf encontram sintonia natural na plástica que esse esporte tem. A exuberância das ondas com a leveza enérgica das manobras só podem sugerir imagens de impacto. É certo que essa associação é um dos aspectos responsáveis pelo sucesso de revistas de surf.
Esta é a capa do número 1, da mais famosa publicação de surf do Brasil, a lendária Fluir. A edição faz parte do acervo pessoal de Fabiano Schroden de Rezende, um dos principais fotógrafos de surf do Paraná, editor da revista Boards, que circulou durante cinco anos, entre as décadas de 90 e 2000.


Seguindo, a capa de uma edição especial da Boards. "Cinco anos de história em capas e fotografias". A Boards tinha formato pocket. Foi a mais duradoura e eficiente publicação das que reportaram o universo do surf, do skate e dos demais esportes de ação no Paraná. Pode haver uma comparação com a pioneira Surf Repórter, lá dos anos 80, da qual, algumas edições também fazem parte do acervo de Fabiano Schroden.



quarta-feira, 4 de março de 2009

O melhor das ondas

O jornal Inglês Guardian, publica ótimas séries de fotografias, de vários temas. Uma das galerias mais acessadas na semana passada foi a de Clark Little, um dos melhores fotógrafos de surf do mundo. A informação é do “Bombou na Web” da revista Época.




Fotos: Clark Little