terça-feira, 13 de outubro de 2009

Em cartaz

Até o dia 19 de outubro estará aberta ao público a exposição “Revolução Cultural – História, Estética & Simbolismo”. São cartazes que divulgaram o ideário e os conceitos estéticos da Revolução Cultural Chinesa, que aconteceu entre 1966 e 1976. Os curadores são Angelo José da Silva e Rodrigo Wolff Apolloni, ambos pesquisadores do Centro de Estudos de Cultura e Imagem da América Latina (CECIAL).
Das 10 às 14h e das 19 às 21 horas. A entrada é franca.

PHOTO especial

A edição de outubro da revista francesa “Photo” é praticamente toda dedicada ao fotógrafo Willy Ronis, falecido em setembro de 2009. Além da biografia e matérias sobre os conceitos da fotografia de Ronis, a publicação revê os vários livros publicados durante a sua trajetória. Vale à pena. Clique



Retratos de Cuba

Segue uma amostra do trabalho belíssimo da fotógrafa cubana Alina Sardiñas, nascida em Havana. Alina publica suas fotos no seu blog, o F16.




Fotos: Alina Sardiñas

Melhor fotografia

Terminou no dia 11 o Festival do Paraná de cinema brasileiro latino. El Bosque, filme argentino da dupla Pablo Siciliano e Eugenio Lasserre, levou o prêmio Araucária de Ouro de melhor Fotografia, na categoria longa-metragem. Quem assinou a fotografia foi outra dupla, Pablo Alberti e Pablo Yannielli. Assista trailer.


Sinopse de El bosque

Na categoria curta metragem, o prêmio foi para Socarrat, filme espanhol dirigido por Juan Hernández, que também assinou a fotografia. Tem uma sinopse breve: Uma família descontrolada, mas feliz, que unida descobre a verdade.

Os atores Juanma Lara, Antonio Naharro em Socarrat – Foto:David Moreno Pérez

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

12

Bebê bom de chuva
Foto: Guilherme Artigas

11

O solão veio antecipar o dia das crianças em Curitiba. Quem "comemorou" no domingo 11, se deu bem, quem deixou para segunda, se deu molhado. O São Lourenço e a galera:
Foto: Guilherme Artigas

Ao futuro

Revista Corí-Gigante: Editor de texto: Luiz G. Mazza - Coordenação Gráfica: Hermes Astor Soethe - Fotos: Cid Destefani & Utrabo.





Hoje meu time completa 100 anos. Tenho orgulho de ser torcedor do clube pelo qual meus bisavôs, avôs e pais já torciam antes de eu nascer, em Curitiba, no Paraná em 1976.
Tenho amor por esse clube, pela minha terra e pelas suas respectivas tradições, que atestam, entre outras posturas, que não é necessária a boca dura para ser um torcedor honrado.
Sendo assim, peço com a humildade digna das pessoas bem educadas e bem resolvidas nas suas escolhas, profissões e todo o mais, que qualquer comentário que possa ser postado, referente a este breve registro, seja respeitoso e livre do pedantismo típico do costume de falar bobagens, sobre o time de futebol dos outros. Se der aquela coçadinha, que venha o comentário, então, liberto do desconhecimento repetitivo, que caracteriza a maioria das críticas feitas ao Coritiba.
Como meu pai me dizia quando me levava ao Couto Pereira, ainda criança: “cada um torce para o time que escolheu, sem encher o saco dos outros”. Esse é meu lema Coxa. Parabéns ao futebol do Paraná.
Foto: Guilherme Artigas

sábado, 10 de outubro de 2009

Esquadrilha

Céu de brigadeiro no sabadão que deu início ao feriado. A esquadrilha da fumaça esteve reconhecendo os ares Curitibanos. Dia 23 de outubro é comemorado o dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira.





Fotos: Guilherme Artigas

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Visages

O fotógrafo e cineasta Eduardo Baggio abre no dia 14 de outubro, 19:30, a exposição Visages. São fotografias captadas entre 2007 e 2009, que retratam situações cotidianas. O foco temático são as janelas presentes nas cidades de Nápoles, Lisboa e Madri. As fotos permanecem expostas até 13 de novembro, no Omicron Centro de Fotografia, na Rua Padre Germano Mayer, 2200.


Mais sobre Eduardo baggio:

Descomplicando a teoria do cinema documentário

Amadores do futebol

Roubada a vista


Tem sido noticiado o anúncio da Columbia Pictures, sobre o longa metragem que irá focar o caso de amor entre os fotojornalistas Robert Capa e Gerda Taro. Será uma adaptação do romance Esperando Robert Capa, da espanhola Susana Fortes. O diretor será Michael Mann. Não foi divulgado quando o filme começa a ser rodado.
Por força de hábito, o projeto tem sido divulgado como “um filme sobre Robert Capa”. Mas é bem possível que a personagem Gerda Taro roube a cena.
Primeiro por que Gerda voltou ao noticiário recente. Em julho deste ano foi revelado ao jornal espanhol El País, o nome do homem que a matou. Aníbal González era o soldado que conduzia o tanque que atropelou a fotógrafa, quando ela cobria a Guerra Civil Espanhola, conflito que Gerda e Capa registraram juntos.
Segundo, porque a memória de Robert Capa enfrenta atualmente um tipo de hora H, do histórico questionamento sobre a “veracidade” de alguns dos seus instantâneos.
“O soldado caindo”, fotografia que gera polêmica há décadas, está cada dia mais encoberta pela sombra de uma possível encenação, ato que representa a morte do fotojornalismo. Outras fotos de Capa sempre estiveram sob essa suspeita.
Se toda a história de amor aparece mais, a individual de Gerda já tem seu romantismo. Nasceu na Alemanha, em 1910. Saiu do país no início da dominação nazista. Participava da resistência ao nacional-socialismo. Depois de presa em 1933, durante uma manifestação anti-nazi, foi morar em Paris.
Lá conheceu o fotógrafo André Friedmann, que mais tarde mudaria o nome para Robert Capa. Apaixonaram-se.
Em 1936, com a explosão da Guerra Civil na Espanha, o casal rumou para uma saga que somava a paixão pelo fotojornalismo com o ativismo político de ambos. Gerda morreu pouco tempo depois, em julho de 1937.
Para muitos ela foi uma mártir antifascista. Seu trabalho teve grande espaço e repercussão na imprensa francesa de esquerda.
Juntos
Seria mesmo difícil contar as histórias separadas. Além de um romance, Robert Capa e Gerda Taro mantinham um forte laço profissional.
Depois de alguns anos fotografando em conjunto, chegaram a assinar reportagens e fotos como Capa e Taro. Nessa fase os dois fotografavam em formatos iguais, o retangular, 35 milímetros.
Num período anterior até podia-se saber de qual dos dois era o trabalho. Capa já usava câmeras Leica, com formato retangular, Taro fotografava com uma Rollei, com formato quadrado.
Sejam quais forem esses detalhes, é importante lembrar que se os dois fizeram fama juntos, nos casos em que, possivelmente um encenou poses, o outro ajudou.
Pseudônimos
A exemplo de Robert Capa, o nome dela também não era Gerda Taro, e sim Gerda Pohorylle.
Mais sobre Robert capa:

Pensamento

"Nesse, como em outros anos que fotografei a parada gay, observo que há um sectarismo entre as moças lésbicas e os moços homossexuais. Os 'moços' dominam mais os espaços. Sobem nos caminhões, fazem de tudo para anunciar seu "cheguei", dançando e se divertindo muuuuito. Já as moças, se concentram nas praças. São sisudas, vestem roupas de guerrilha e estão sempre engajadas em uma causa da hora, além do preconceito". Veja fotos e o texto na íntegra.

of Brazil


O que seria o verdadeiro espírito brasileiro? Amplo. Esse poder de síntese inspiradora, que tem a fotografia, dá brechas para esse tipo de pergunta.
Respostas criativas estarão na exposição Spirit of Brazil, versão brasileira de um evento promovido pela revista inglesa Dazed and Confused. É uma publicação criada em 1991, que tem na experimentação e no anticonvencional, o seu princípio de conteúdo. Confusão da melhor qualidade, como alguns críticos sacaram.
A Spirit of Brazil reúne vários gêneros da fotografia e profissionais, do Brasil e de fora. Entre os brasileiros, nomes como Evandro Teixeira, João Hurban e Walter Firmo. O inglês Martin Parr, conhecido como "o fotógrafo dos ricos", é um dos gringos que participam.
A exposição é no Rio de Janeiro, a partir de 13 de outubro. A realização é da Litmedia Productions.

Correlatas:
Veja um vídeo sobre o trabalho de Martin Parr

Mais sobre a Dazed and confused

Esse é o número 178, o mais recente da Dazed. A capa traz uma tendência da hora, inspirada no célebre Frankenstein.
O verbo to daze, significa confundir, no sentido de não impor padrões e questionar os que estão vigentes. A revista é ultra reflexiva. Lá pelos idos de 2000, uma edição abordou o individualismo, um tema central na sociedade de consumo e característica que ganhava força maior na virada do século. Narcisism issue e I love me, é o título. Esse número trouxe um editorial da fotógrafa Tary Simon, já famosa por seus inúmeros autoretratos. Um tipo de idéia fixa pelo eu.


Foto: autoretrato de Tary Simon

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Retrospectiva 2 - Veja

Na edição de outubro de 2007, a jornalista Isabela Boscov comenta na revista Veja, o sucesso de Tropa de Elite, do diretor José Padilha: “Hoje, de Cidade de Deus e Carandiru a Cidade dos Homens, a vida do crime, ou de quem existe na sua proximidade, permanece talvez o maior tema do cinema nacional. Tropa de Elite é uma exceção no empenho em observar o caos brasileiro por um prisma diverso”.
A comparação com lançamentos recentes que abordaram a violência urbana nas grandes cidades brasileiras já era óbvia. Contudo, no seu texto Abaixo a Mitologia da Bandidagem, Isabela investe em outras associações: “Tropa de Elite não rompe só com a tradição nacional de narrar uma história do ponto de vista do bandido: rompe com a visão pia e romantizada do criminoso”.
A argumentação da jornalista é munida de analogias encontradas entre cenas do filme e um discurso habitual de uma corrente do cinema nacional que estaria, nas palavras dela, sempre a “mitigar a opção pelo crime em face da pobreza e ‘alivia’ o bandido mesmo quando não haveria o que aliviar”.
Boscov ainda se refere ao início dessa romantização do crime, que teria começado já nas décadas de 60 e 70 por meio de filmes como O bandido da Luz Vermelha e Lúcio Flávio – o passageiro da agonia.
Para ela Tropa de Elite estaria na esteira de Cidade de Deus que começou a desmentir os padrões do criminoso vitimado e de índole apenas desgastada, não ruim. Esse rótulo do bom bandido, porém, seria restaurado “com veemência” por Hector Babenco em Carandiru.
Numa entrevista a revista Bravo de abril de 2003, Babenco disse: “Se você deixar crescer os sobreviventes de Pixote, vai encontrá-los em Carandiru.”

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Retrospectiva 1 – A Revista Bravo

Foto: Divulgação /Salve Geral

“O fim do tiroteio, ainda bem.” Assim a revista Bravo, na sua edição de outubro de 2009, começa a se referir a Salve Geral, filme dirigido por Sérgio Rezende. O texto de André Nigri continua rígido: “Ninguém aguenta mais filmes de favela e violência”.
A matéria aponta o desgaste de um ciclo de mais de dez anos, nos quais o cinema brasileiro voltou-se para a criminalidade urbana. Um período ao qual pertencem as maiores bilheterias, os orçamentos mais gordos e as maiores repercussões da história do cinema nacional: Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, Carandiru de Hector Babenco e Tropa de Elite, de José Padilha. Segundo a Bravo, esse subgênero estaria dando “claros sinais de fadiga”.
Mesmo no auge, essa vertente nunca passou fácil pela goela da revista. Recordando a edição de janeiro de 1998, pode-se observar que a Bravo já dava o tom de desconfiança que iria pautar quase todo o trajeto de crítica sobre esses filmes.
A matéria de capa tratava de um grupo que se organizava em torno da estética da criminalidade e da violência, através da Conspiração Filmes. Uma produtora do Rio de Janeiro, “dirigida por uma turma de jovens bem nascidos e bem educados, de famílias famosas no circuito cultural, a começar por José Henrique, filho do escritor Rubem Fonseca".
José Henrique Fonseca iria começar a rodar em abril daquele ano, o filme “O Homem do Ano”, adaptado do livro O Matador, de Patrícia Melo. A história é de um jovem pacato que aos poucos se torna um assassino justiceiro do bairro onde mora.
Num Box ainda consta: “Cláudia Abreu, José Henrique Fonseca e Patrícia Melo são a face mais visível de um grupo de artistas e produtores que pretende imprimir uma cor nacional ao veio da violência aberto por Quentin Tarantino e Danny Boyle”.
O clima era mesmo de início de fase. Cacá Diegues lembrava num artigo ao lado que, “Todo mundo sabe que o cinema brasileiro sempre viveu de ciclos mais ou menos curtos que se abrem com grande euforia e acabam se fechando debaixo de grande crise e extrema melancolia”.
Desde esse número, passando por todos esses anos, a Bravo procurou conter essa euforia e sempre propor o fechamento do Tiroteio.





Já em abril de 2002, sobre O Invasor, de Beto Brant, a revista concretizava a sugestão de que havia, sobretudo, ingenuidade na maioria das produções do gênero: “Filmes como O invasor, mostram um desconhecimento básico das nuances e das contradições que existem entre os bem postos na sociedade, de como se dão as tramóias políticas e de favorecimento, de como vive a acossada classe média e, finalmente, do perfil daqueles miseráveis que optam pelo trabalho degradante ou pela violência”.
E continua: “representa apenas o ápice de um tipo de cinema que, amparado numa produção literária, há anos vem procurando, com maior ou menos eficiência, dar conta da realidade do país. Nessa evidente dificuldade, o que se acabou cristalizando foi um gênero que simplesmente imita o imaginário coletivo, hesitante entre o mero entretenimento de suspense e o denuncismo vazio”.




Serão publicados mais três posts, recordando o olhar da imprensa, sobre o tiroteio dos últimos anos, nas telonas do país.

Segredos

O jornal da Globo abordou alguns recursos, "segredos", usados nos vídeos brasileiros para as eleições da sede das olimpíadas de 2016. Assista.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

La ciudad de los fotografos

La ciudad de los fotógrafos é um documentário dirigido por Sebastián Moreno, lançado em 2007. O filme recorda a saga dos fotógrafos que registraram os protestos e a resistência à ditadura do General Pinochet, no Chile. O governo ditatorial começou em 1973, depois da deposição de Salvador Allende. Terminou em 1990.

URBE

Foto: Juliano Macedo - vampire

MST vídeo

Foto: Guilherme Artigas
Durante o programa de formação da APP-Sindicato, realizado entre 2 e 4 de outubro, o MST exibiu aos participantes um vídeo sobre sua proposta pedagógica, na alfabetização e formação de ideologia das crianças que vivem nas comunidades organizadas pelo movimento. Leia Mais

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A viva mais sexy


A atriz Kate Beckinsale foi considerada a mulher viva mais sexy da atualidade. O título foi dado pela Esquire, uma das mais tradicionais revistas de comportamento dos EUA. A edição de novembro traz Kate na capa.
Semanas atrás, na Califórnia, a atriz estava sendo fotografada por um grupo de paparazzi, enquanto escolhia quadros para decorar sua casa. Mais incomodado que a musa, o dono da loja exibiu um quadro taxativo.


Brasileiro Latino

Começou hoje, 5 de outubro, o 4.º Festival do Paraná de Cinema Brasileiro Latino, no Museu Oscar Niemeyer. São 22 produções que concorrem, em 20 categorias, ao prêmio Araucária de Ouro, de Melhor Filme e Melhor Direção.
O festival também promove a Mostra Paranaense de Cinema, que traz três longas e sete curtas metragens.
Um dos destaques do festival é o documentário Helmuth Wagner – A Alma da Imagem (cartaz). O filme trata da vida e obra do fotógrafo catarinense Helmuth Wagner, radicado no Paraná. Ao longo da vida, ele registrou fragmentos da cultura e da natureza do estado, fotografando pontos que já não existem mais, como é o caso das Sete Quedas do Iguaçu. O documentário tem 50 minutos. A direção é de Ingrid Wagner e Fernando Severo. Quem assina a fotografia é Beto Carminatti.

Por um museu sustentável

O Shopping Mueller, em Curitiba, dá início a mostra Mitos & Ícones, assinada pelo artista plástico e ativista ambiental Thiago Cóstackz.
São releituras de obras clássicas da arte universal, compostas com materiais reciclados.Onze personalidades foram escolhidas para serem fotografadas. Carolina Dieckmann reinterpreta a Vênus de Milo, de Alexandros da Etiópia (130 a.c). Trata-se de uma famosa estátua grega que representa Afrodite, a Deusa do amor sexual e da beleza física. É mais conhecida como Vênus, seu nome romano.
A Top Model Fernada Tavares representa o Nascimento de Vênus, de Sandro Botticelli. Um célebre pintor renascentista, nascido em Florença, na Itália.
O objetivo de Thiago Cóstackz é percorrer o Brasil fazendo uma campanha pela fundação do primeiro Museu de Arte Contemporânea e Sustentável do mundo, o qual teria sede no Rio Grande do Norte.


Carolina Dieckmann reinterpreta a Vênus Milos

A Top Model Fernada Tavares representa o Nascimento de Vênus

domingo, 4 de outubro de 2009

Um especialista e um coletivo


A Photo Magazine de outubro e novembro mostra o trabalho de Fábio Colombini, um fotógrafo especialista na biodiversidade brasileira. Também aborda uma atitude rara entre a maioria das pessoas que trabalha com fotografia: descartar a assinatura. Trata-se da Cia de Foto, um coletivo que se marca pelo desapego ao ego e a autoria. Qualquer das fotos é sempre creditada ao grupo. Leiamos. Já pelas bancas.

sábado, 3 de outubro de 2009

simplão


Foto: Guilherme Artigas

Caixola 2009

Estão abertas as inscrições para a 3ª Edição da Mostra Caixola - Projeções Audiofotográficas. A regra básica é associar duas formas de linguagem, a sonora e a imagética. São as chamadas narrativas fotográficas. Um excelente exercício, para todo o tipo de fotógrafo ou comunicador. Inscrição e melhores detalhes, clique.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Tudo o que temos



Se os jogos olímpicos vão ao Rio de Janeiro daqui a oito longos anos, óbvio que nesse intervalo haverá exagero nas Ilusões, expectativas, questionamentos. Sobretudo, abundância de piadas, oportunismo, ironias, repetições. Tudo.
Sendo assim, quase nada sobre o assunto irá repercutir aqui. A decisão faz lembrar uma capa da revista Trip, de 2000: “Exclusivo, absolutamente nada sobre as olimpíadas”.
Bem mais de acordo com este blog é observar a repercussão dos vídeos que apresentaram o Rio na disputa. Os oficiais são da O2 Filmes, a maior produtora do País, de Fernando Meirelles. Ele está para o cinema brasileiro como Paulo Coelho está para a nossa literatura. Coelho também participou no lobbye a favor do Rio. Pelé estava na parada. A regra mandou que tudo de muito bem sucedido no Brasil se unisse. A popularidade de Lula foi a camisa 10.






O vídeo Paixão, dirigido por Nando Olival, Renato Rossi, César Charlone e Rodrigo Meirelles, marcou o encerramento do Jornal Nacional. A novela começou logo depois com a bossa: sei lá, sei lá, só sei que é preciso paixão. Tudo ao estilo Global de sentimentalismo ISO 9000.
Outro que trocadilhou bem foi o portal UOL: “Rio usa 'paixão' para tentar ser sede da Olimpíada”.
O jornal Correio Brasiliense, no texto de Luiz Roberto Magalhães afirmou que o repertório áudio visual do Brasil teve “maior profissionalismo e qualidade técnica que Chicago e Tóquio”. Ainda comentou: “os eleitores assistiram a um vídeo de Fernando Meireles chamado Unity, em que pessoas de várias partes do mundo passeavam pelo Rio e se deslumbram com a beleza da cidade e o calor humano de seu povo, terminando em emocionantes anéis olímpicos humanos na areias cariocas”.
Mas são os comentários dos leitores que formam o grande mosaico vivo do jornalismo digital. Sobre o vídeo, alguns:

Um bem comum
odillycampos22 - Realmente o vídeo ficou lindo. É de impressionar qualquer comissão julgadora. Mas eu queria saber por que não mostraram a realidade mesmo do Rio de Janeiro.
Outro mais objetivo e menos crítico
Meirechicca -Maravilhoso, muito bem feito, mostra a nossa cultura.
De repente uma leitora responde:
TeresinhaQueiroz -Nossa Lucca!!!Como você é amargo.Sou paulistana com muito orgulho de todo o meu país!
O Lucca havia dito:
luccasilva2009 - que bosta!!! Com tantas cidades melhores...Será que os cariocas vão agradecer ao presidente Lula com vaias como fizeram no Pan? Vamos lembrar que trabalhar não é o forte dos mesmos.Quanto ao vídeo, bem fraquinho, aquém da capacidade publicitária Brasileira.
Um mais simples e direto:
Stella -Muito emocionante.

O comentário de Stella diz tudo. Emocionou. Alguns trechos em Paixão, esbanjam a arte de montar um filme numa crescente de empolgação: um pessoal fazendo um tipo de Yoga no Museu de Arte moderna de Niteroi, corte seco para uma manobra extrema de surf (saúde + radicalidade), segue com garotos jogando futebol na praia, corte para uma tomada panorâmica do Maracanã lotado, a música Cidade Maravilhosa, um hino do Rio, perfeitamente casada com movimentos sincrônicos da torcida do flamengo, claro. Ritmo e sequência que progridem até um clímax perfeito.
Nos jogos de 2016, o primeiro ouro do Brasil foi no cinema.




Fotos: site da O2 Filmes

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Pensamento

“Eu tinha quatro anos quando vi o primeiro filme projetado por um padre, nas santas missões, na parede de uma igreja. O filme mostrava o caminho do céu e o do inferno. O do céu era cheio de abismos, de dores, de sofrimentos. O do inferno era cheio de prazeres, de mesas fartas, de mulheres bonitas. Nós, crianças pobres, depois desse filme, nunca mais deixamos de sonhar com o caminho do inferno”.
Rosemberg Cariry, cineasta cearense em entrevista a revista de Cinema


Divulgação

Melhor de setembro

Vote na  melhor imagem de setembro no blog fotojornalismocuritiba. Neste mês partcipam os repórteres fotográficos Luciano Sarote, Heuler Andrey, Allan Nascimento e Fábio Alexandre. Clique

DOC atômico

Depois de produzir um documentário sobre o presidente Venezuelano Hugo Chávez, o cineasta Oliver Stone quer investir em um doc sobre Mahmoud Ahmadinejad, o polêmico presidente do Irã.
No Festival de Veneza, onde exibiu South of the Border (doc sobre Chávez), Stone falou sobre as negociações com Ahmadinejad, que estariam acontecendo desde 2007.

URBE