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terça-feira, 18 de agosto de 2009

BBC

Imagens de bastidores dos Beatles, que nunca foram exibidas, estarão num documentário para a TV, produzido pela rede britânica BBC. The Beatles on record, está previsto para setembro e integra uma programação especial de uma semana sobre os Beatles. A maioria das imagens são do lendário estúdio da rua Abbey Road. Ali foi feita uma das fotografias mais famosas e lendárias do grupo. O ineditismo das imagens do Doc da BBC contrasta com a fama dessa foto.



Fotos: Iain Macmillan

“deveriamos estar gravando o disco e não posando pra fotos idiotas” - Jonh Lennon, momentos antes da famosa foto na Abbey Road, em 8 de agosto de 1969.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Uma enorme campanha de publicidade

“Tudo o que pessoas como nós fazem, vai para os jornais. Decidimos usar esse espaço como propaganda para a paz”.
Assim fala John Lennon no documentário Imagine (1988), dirigido por Andrew Solt.
São muitas imagens de arquivo, algumas inéditas até o ano de lançamento.
Imagine supera a nostalgia típica da beatlemania. Depoimentos e vídeos de momentos e estados de espírito que pautaram cada disco da banda, se revezam com a rotina de Lennon já nos 70’, na sua mansão em Ascot, Inglaterra.
A base do filme é essa casa, para onde ele se mudou com Yoko Ono, em 69.
A montagem parece dividir o roteiro entre o homem pós Beatles, já sobre forte influência de Yoko, e o John que partindo de Liverpool foi amadurecendo ao longo dos anos 60.
Célebres momentos que agradam qualquer um que admire a história da mídia e de pessoas públicas decisivas.
Numa entrevista, a repórter Glória Emerson, do New York Times, questiona o conhecimento de Lennon para propagar a paz. O fato de ele recusar um título pomposo concebido pela rainha da Inglaterra não passaria de fingimento.
Poucos anos depois do famoso maio de 68, ela via o casal tirar a roupa e dizer “a guerra termina se você quiser”. A jornalista achava tudo aquilo autopromoção burguesa.
“Quer gestos bonitos e de classe média para a paz? E manifestos intelectuais escritos por um bando de intelectuais de segunda que ninguém lê! Esse é o problema com movimentos para a paz!” Assim Lennon respondeu.
“É uma grande campanha de publicidade!” Falou ainda como quem diz, acorde! Eu apareço muito no mundo todo e por isso posso ser um símbolo para a paz sim, mesmo com você e os militantes classistas torcendo o nariz.
John sabia que sua figura significava uma porrada de coisas, porquê não aproveitar essa realidade?
De certa forma ele gritava o fim do purismo idealista, de não compactuar com a “sociedade do espetáculo” para promover as causas de liberdade. Era o jeito.
Os Beatles foram um fenômeno de TV, mais do que de rock’n roll. Lennon se acostumara e aprendera assim.
É bom não esquecer que Yoko Ono foi ligada aos situacionistas, aqueles dos Happines e locações performáticas que tem algo a ver com todo a áurea de 68. Seriam esses que John chama de intelectuais de segunda? Não se sabe ao certo.
Novamente acusado de espalhar seu idealismo por dinheiro, como na entrevista coletiva que eles deram nus, na cama, ele diz que com uma só música poderia ganhar mais dinheiro que com toda a campanha. Também nunca vai se saber.
É muita coisa para saber. Mas assistir a imagine, é realmente mais do que ver um globo repórter ou documentário da BBC sobre os garotos de Liverpool e o frison que causaram.
É um registro mais requintado e de repertório reflexivo, que faz pensar uma época, mais do que a pessoa de um rock star.
Vale uma locada. Mesmo se tratando, de novo, sobre um beatle.

Lennon e Yoko em entrevista coletiva na cama do casal.

Imagens Captadas da TV

sábado, 23 de agosto de 2008

Não poderia ser diferente: Aqui tudo começa com Beatles e Rolling Stones!!!Haaaaahahaaaaaaaa

Os Beatles e a telinha



Foto:cenario do Ed Sullivan Show. Fonte-internet

Febre de Juventude- É o filme que melhor retrata a Beatlemania.Se passa em 64, na primeira apresentação dos Beatles nos EUA, no famoso programa de TV Ed Sullivan Show, na TV CBS (o de maior audiência da época). O filme funciona bem não só mostrando a euforia das fãs, mas o que motivou tamanha repercussão. Antes e mais do que uma boa banda, o grupo inglês do ieieie foi um dos maiores fenômenos de massa do século XX. Como?
O comportamento inovador dos quatro, se não é indiscutível, não vem tanto ao caso aqui. Fora de dúvida é a relevância da TV na difusão do ‘fenômeno’ Beatles. Nos anos 60 a TV já era o enorme e foderoso porta aviões da cultura de massa. E parece que o diretor do filme, Robert Zemeckis quis chamar a atenção também para isso. O aparato, a movimentação das câmeras e o aparelho de TV reproduzindo imagens do show, ao vivo, aparecem em destaque várias vezes. O questionamento aos Beatles com os cartazes de Janis, personagem que os odiava, são também contra a indústria cultural. E num dado momento, quando Rose, a fã mais louquinha, se conforma em ver o show somente pela TV, num pub, o cara do balcão a desliga dizendo que: "quando a banda do bar começa a tocar a TV tem que ser desligada." O que sugere que o aparelhinho já tomava de assalto a atenção das pessoas.
Um texto que também afirma a enorme importância da TV e do episódio retratado no filme, para os Beatles e logo para todo o rock and roll, pode ser lido no
www.thebeatles.com.br/pop/beatles-ed-sullivan.htm
num artigo de Claudio Teran. Nas palavras de Teran: "Pode-se dizer sem exagero que ali a Beatlemania nascia de fato porque agigantava-se para o mundo, rompendo de vez as fileiras do Reino Unido e de meia dúzia de países europeus."
I Wanna Hold Your Hand é o título original do filme. A produção executiva é de Steven Spilberg. Foi filmado em 1978. Encontrado em poucas locadoras.